Adolescente Que Participou da M0rte do cão Orelha Acabou de….. Ver Mais
O caso do cão comunitário Orelha, morto após sofrer agressões em Santa Catarina, continua mobilizando o país. O animal, de 10 anos, era cuidado por moradores da região e tinha o carinho de toda a comunidade. A Polícia Civil investiga o crime, que configurou tortura, e já identificou quatro adolescentes como suspeitos. Um deles prestou depoimento recentemente, trazendo novas informações ao caso.
Polícia descarta influência de desafio da internet
Uma das hipóteses investigadas foi a possível influência de desafios disseminados na internet, prática que já motivou outros crimes no Brasil e no mundo. No entanto, após ouvir um dos adolescentes envolvidos, a polícia descartou essa linha de apuração. Ainda não há evidências que indiquem que o crime foi motivado por esse tipo de prática virtual.
A Delegacia Especializada do Adolescente em Conflito com a Lei pretende ouvir outro suspeito para esclarecer completamente essa possibilidade. Os investigadores buscam compreender não apenas o que aconteceu, mas também as circunstâncias que levaram ao crime. A motivação exata ainda é alvo de análises mais aprofundadas.
O delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, reforçou que o objetivo é individualizar as condutas de cada suspeito. A fase atual da investigação é de identificar o papel exato de cada um nas agressões, buscando justiça para o caso que comoveu o país.
Lesões graves levaram à eutanásia do animal
Orelha era conhecido por sua docilidade e circulava livremente pela comunidade, sendo alimentado e protegido por diversos moradores. Dois dos adolescentes são apontados como participantes diretos das agressões que causaram ferimentos gravíssimos ao animal. A extensão das lesões foi considerada irreversível pelos veterinários.
Diante do sofrimento intenso e da baixa possibilidade de recuperação, a equipe médica optou pela eutanásia para evitar mais dor ao cão. A decisão causou revolta e tristeza entre moradores e ativistas da causa animal, que cobram punição rigorosa aos responsáveis. O caso reacendeu debates sobre violência contra animais e a necessidade de políticas mais efetivas de prevenção.
A morte de Orelha também levantou questões sobre a responsabilidade dos responsáveis legais dos menores envolvidos. A sociedade civil e autoridades estão em alerta, buscando garantir que casos como esse não se repitam.
Investigadores apuram possível coação a testemunha
A polícia também investiga a atuação de três adultos no caso, incluindo um tio e dois pais dos adolescentes suspeitos. Eles são investigados por suspeita de coagir uma testemunha, inclusive com o uso de uma arma de fogo, numa tentativa de interferir nas investigações. Se confirmada, a conduta pode resultar em novas acusações criminais.
As investigações seguem em andamento, com novas diligências e depoimentos previstos para os próximos dias. O caso do cão Orelha permanece como um dos episódios de maior repercussão envolvendo maus-tratos a animais no país, mobilizando autoridades, entidades de proteção animal e a sociedade civil.
O crime chocou pela violência e pela história de Orelha, um animal que simbolizava a união da comunidade. A polícia reforça o compromisso de apurar todas as circunstâncias e garantir que os responsáveis sejam responsabilizados.





