CH0CANTE! Áudio de Membro de Facção Autorizando M0rte de Adolescentes Que Mataram Orelh…Ver mais
A morte do cão comunitário Orelha, na Praia Brava, em Florianópolis, continua a gerar repercussão e investigações. Novos elementos surgiram nas redes sociais e nas apurações policiais, ampliando a comoção e o debate sobre o caso. Vídeos que supostamente mostram pessoas ligadas ao grupo de adolescentes investigados falando em ‘autorizar’ a morte do animal estão sendo analisados pelas autoridades.
Coação contra testemunha gera alerta
Imagens de câmeras de segurança mostraram o momento em que o porteiro de um condomínio, testemunha-chave no caso, foi intimidado pelo pai e pelo tio de um dos adolescentes investigados. O episódio ocorreu na madrugada de 13 de janeiro e evidenciou uma tentativa de coação para obter supostos vídeos que vinculariam o jovem a confusões na região.
Segundo a delegada Mardjoli Adorian Valcareggi, a ação configura uma clara tentativa de intimidação. Além disso, a suspeita de que o tio portava uma arma durante o ato levantou preocupações, embora o objeto não tenha sido encontrado em buscas posteriores. O caso gerou indiciamentos e reforçou a necessidade de proteção às testemunhas envolvidas.
A situação também colocou em evidência o temor das famílias dos adolescentes envolvidos. A mãe de um dos jovens teria expressado medo de que o caso ‘pegue’ seus filhos, diante do acúmulo de provas e da ampla divulgação nacional. O clima na região permanece tenso, com relatos de ameaças extrajudiciais circulando entre moradores.
Vídeos suspeitos são alvos de análise
Nas últimas horas, vídeos que supostamente mostram pessoas ligadas ao grupo investigado discutindo a morte do cão ganharam espaço nas redes sociais. Embora não confirmados oficialmente, os materiais estão sendo cuidadosamente analisados pela Polícia Civil para verificar autenticidade e contexto.
Especialistas alertam para os riscos de compartilhar conteúdos fora de contexto, que podem alimentar narrativas falsas e aumentar a revolta popular. A polícia reforça que todos os materiais recebidos, incluindo prints e áudios, estão sendo catalogados para auxiliar na investigação.
Se comprovados como autênticos, os vídeos podem fortalecer as linhas investigativas. Caso contrário, caso sejam falsos ou manipulados, quem os compartilhou poderá responder por disseminação de desinformação. O objetivo é garantir que a apuração ocorra de forma técnica e responsável, sem interferências indevidas.
Inquérito busca esclarecer responsabilidades
O inquérito sobre a morte de Orelha avança com novas oitivas e perícias previstas. As autoridades reiteram que qualquer tentativa de intimidação, incitação à violência ou justiça pelas próprias mãos será tratada com rigor. A investigação segue focada em apurar todas as circunstâncias do caso de forma detalhada e imparcial.
Enquanto isso, moradores da Praia Brava continuam acompanhando o desdobramento do caso com preocupação e indignação. A morte do animal, símbolo da comunidade, mobilizou não apenas a região, mas também pessoas de todo o país, que buscam justiça para Orelha.
As autoridades pedem tranquilidade e reforçam que a responsabilização deve ocorrer exclusivamente pela via judicial. O caso permanece em aberto, com novas informações sendo divulgadas conforme a apuração avança. A busca por respostas continua, enquanto a memória de Orelha permanece viva entre os moradores da Praia Brava.




