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Mandante da m0rte de Chico Sapato acaba de ser… Ler Mais

Uma nuvem de tristeza e revolta paira sobre a zona rural de José de Freitas. Um homem bom, um trabalhador honesto e pai de família, Francisco Pereira da Rocha, carinhosamente conhecido por todos como “Chico Sapato”, teve sua vida brutalmente ceifada.

Não foi um acidente, não foi uma briga. Foi uma execução a sangue frio, encomendada por um valor que choca pela insignificância: míseros R$ 5 mil.

No dia 13 de janeiro, pistoleiros foram até a humilde residência de Chico, perguntaram por ele e, ao encontrá-lo, não hesitaram. Armados com revólveres, dispararam sem piedade, deixando para trás um rastro de dor e uma pergunta que ecoa na comunidade: por quê?

A Teia da Mentira: Como um Boato Falso Selou o Destino de Chico Sapato

A resposta para essa pergunta é ainda mais revoltante que o próprio crime. Chico Sapato foi assassinado por causa de uma mentira, uma fofoca cruel que se espalhou como veneno. A polícia desvendou a trama e confirmou: o agricultor foi marcado para morrer após um boato infundado de que ele seria um “colaborador” da polícia, um dedo-duro.

A verdade, no entanto, é que Chico era um cidadão de bem, sem qualquer envolvimento com o mundo do crime. A ordem para o assassinato partiu de Janildo Amaro de Oliveira, o “Galego”, um perigoso criminoso que coordenava um grupo de pistoleiros na região. Ele usou a falsa história como pretexto para eliminar um homem inocente, oferecendo uma quantia irrisória e o perdão de uma dívida pela venda de porcos para selar o pacto de morte.

O Castigo dos Culpados: O Fim Trágico do Mandante e a Prisão dos Pistoleiros

Mas a justiça, por vezes, age de formas inesperadas. Em uma operação de mestre do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), a casa caiu para os criminosos. Os executores, Francisco Douglas, o “Bigodinho”, e seu padrasto, Jefferson William, foram presos.

O “olheiro” que vigiou os passos de Chico também foi capturado. E o mandante, o chefão “Galego”? Ele encontrou seu fim em um confronto com a polícia em Luzilândia. Ao ser abordado, reagiu à prisão e tombou sem vida, levando consigo seus segredos, mas não a culpa.

Para completar o desmantelamento da quadrilha, durante a operação, a mãe de um dos assassinos foi presa em flagrante por tráfico de drogas. A família de Chico Sapato chora a perda de um homem honrado, mas a comunidade respira um pouco mais aliviada ao saber que os responsáveis por tamanha atrocidade estão, finalmente, pagando por seus crimes.

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