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O ex-presidente Jair Bolsonaro está enfrentando um quadro de fadiga e desequilíbrio, além de ter registrado um episódio isolado de soluço, de acordo com um boletim médico divulgado nesta sexta-feira (10/4). O documento foi apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo cardiologista Brasil Caiado, que acompanha o ex-mandatário durante sua prisão domiciliar.
Condição de saúde
O relatório médico detalha que Bolsonaro está com a pressão arterial controlada e apresenta uma discreta melhora em relação às semanas anteriores. No entanto, ele ainda sente dores no ombro direito e teve um breve episódio de soluço durante a semana, que não exigiu medicação extra. O ex-presidente segue um protocolo de fisioterapia três vezes por semana e reabilitação cardiorrespiratória seis vezes por semana.
Durante os exames físicos, Bolsonaro apresentou murmúrios vesiculares reduzidos na base do pulmão esquerdo, enquanto o lado direito estava normal. O cardiologista também destacou que o ex-mandatário iniciou exercícios de força para os membros inferiores, com o objetivo de melhorar o equilíbrio e reduzir o risco de quedas.
Um ortopedista que avaliou Bolsonaro recomendou a continuação da terapia analgésica noturna para aliviar as dores no ombro direito. A equipe médica continua monitorando de perto o ex-presidente, que segue em cuidados domiciliares sob decisão do ministro Alexandre de Moraes.
Rotina de fisioterapia
A rotina de fisioterapia de Bolsonaro começou na segunda-feira (6/4), com exercícios focados no fortalecimento dos músculos da cintura escapular e região dorsal. Apesar dos esforços, os exercícios específicos para o ombro não puderam ser realizados devido à dor e à limitação de amplitude relatadas pelo ex-presidente.
Durante as sessões, foram aplicadas técnicas como laserterapia, agulhamento e liberação miofascial para aliviar o desconforto. Na quinta-feira (9/4), Bolsonaro realizou uma nova sessão de fortalecimento, utilizando resistência elástica para ativar os músculos do ombro e da cintura escapular.
O documento médico apontou que o ex-presidente relatou uma melhora na mobilidade articular e no quadro álgico do ombro. Contudo, uma crise de soluços durante a sessão causou aumento de tensão na região cervical e dor na região dorsal, o que exigiu novas intervenções com agulhamento e laserterapia.
Acompanhamento médico contínuo
O cardiologista Brasil Caiado reforçou que Bolsonaro está sendo monitorado de forma rigorosa, seguindo todos os protocolos estabelecidos para sua recuperação. O documento também destacou que o ex-presidente tem mostrado progresso, mas ainda enfrenta desafios relacionados à fadiga e ao equilíbrio.
Com a continuidade do tratamento, a expectativa é que Bolsonaro possa ganhar mais confiança e força muscular, especialmente no período pré-operatório. O foco principal é garantir que ele se recupere sem complicações e reduza os riscos de quedas e outros problemas de saúde.
A equipe médica permanece atenta aos sinais e sintomas apresentados pelo ex-presidente, ajustando o tratamento conforme necessário. O acompanhamento inclui avaliações regulares e a aplicação de técnicas específicas para aliviar as dores e melhorar a qualidade de vida de Bolsonaro durante a prisão domiciliar.





