Mulher Presa Após M0rte De Maria Eduarda Revela “Eu…Ver Mais

Uma tragédia durante uma atividade radical voltou a mexer com as redes sociais e levantou perguntas difíceis sobre segurança, responsabilidade e os minutos que antecederam um acidente fatal. O caso envolve uma jovem, uma ponte e um salto que terminou em desespero.
O episódio aconteceu em Limeira, no interior de São Paulo, e passou a ser investigado pelas autoridades. Desde então, depoimentos, vídeos e atitudes tomadas após a queda entraram no centro da apuração policial sobre o que realmente ocorreu.
Entre os pontos que mais chamaram atenção está a versão apresentada por uma das responsáveis pelo evento. Ela afirmou à polícia que não viu o momento exato do acidente, mas relatou ter percebido algo terrível logo em seguida.
O relato que aumentou as dúvidas sobre o salto
A tragédia ocorreu no dia 13 de junho, na Ponte do Esqueleto, durante uma atividade de rope jump. A vítima, Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, participava do salto quando caiu, em uma sequência que chocou quem estava no local.
Evelyne dos Santos Gonçalves, ligada à organização do evento, foi ouvida pela polícia e classificou o caso como uma fatalidade. Segundo ela, sua função era cuidar do cadastro dos participantes e também das redes sociais da empresa.
No depoimento, Evelyne afirmou que estava na área de inscrições e que, por isso, não tinha contato visual direto com a plataforma de saltos. Ela disse ainda que não percebeu os avisos do público sobre possível ausência de cordas.
A organizadora contou que só notou a gravidade da situação depois de ouvir gritos e o barulho da queda. Em seguida, teria visto os instrutores Maicon e Felipe colocando as mãos na cabeça, diante do que acabara de acontecer.
A versão apresentada passou a ser analisada dentro do inquérito, principalmente porque o caso envolve suspeitas sobre procedimentos de segurança antes do salto. Para a polícia, cada detalhe dos minutos anteriores pode ajudar a esclarecer a tragédia.
A atitude depois da queda que entrou na mira da polícia
Evelyne foi presa no último sábado, dia 20, sob suspeita de obstruir investigações consideradas relevantes. Um dos pontos citados é que, logo após o acidente, o perfil “Entre Cordas”, usado pela empresa nas redes sociais, foi apagado.
A conta era a página oficial do grupo responsável pela atividade. Por isso, a exclusão chamou atenção dos investigadores, que avaliam se a atitude pode ter dificultado o acesso a informações, contatos, imagens e registros ligados ao evento.
Durante o depoimento, Evelyne negou que os colegas tenham fugido do local após a queda. Ela afirmou que permaneceu na ponte em estado de choque por cerca de 40 minutos, tentando entender o que havia acontecido.
Segundo seu relato, ela usou o rádio para pedir apoio aos prantos, enquanto via a movimentação após o acidente. Maicon e Felipe, apontados como os instrutores que arremessaram Maria Eduarda, também acabaram presos no decorrer da investigação.
Agora, a polícia busca entender se houve falha humana, erro no procedimento de segurança ou tentativa de esconder provas depois da morte da jovem. O caso segue cercado de dor, revolta e perguntas que ainda precisam de resposta.