Patroa m4ta funcionária de sua pousada para não pagar direitos tra…Ver mais

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A empresária Eliane Alves dos Santos foi presa temporariamente em Ubatuba, litoral norte de São Paulo, acusada de assassinar sua funcionária, Berenice Ramos de Aguiar Faria, de 60 anos. O crime teria sido motivado pela recusa em pagar verbas rescisórias. O corpo da vítima ainda não foi encontrado.

O caso, inicialmente tratado como desaparecimento, ganhou novo rumo após a polícia identificar inconsistências nos relatos da patroa. As investigações apontam que Berenice pode ter sido morta depois de cobrar os direitos trabalhistas referentes à sua demissão.

A cozinheira sumiu no dia 30 de junho, após receber uma carona de Eliane. Desde então, não há registros do seu paradeiro, levantando suspeitas de um crime premeditado.

Desdobramentos do caso

Berenice trabalhava em uma pousada no bairro de Ubatumirim quando foi dispensada devido à baixa temporada. Ela aguardava o pagamento da rescisão para voltar à sua cidade natal, Igaratá, no Vale do Paraíba.

Segundo familiares, a vítima mantinha contato diário com os filhos, o que torna estranho o silêncio repentino após a carona. A patroa alega que pagou R$ 2,6 mil em dinheiro e deixou Berenice no trevo da SP-125, mas não há provas concretas do ocorrido.

A polícia investiga a possibilidade de que a discussão trabalhista tenha motivado o crime. O filho da vítima relatou que houve uma briga entre as duas antes do desaparecimento.

Andamento das investigações

A prisão temporária de Eliane foi decretada para facilitar a coleta de provas e depoimentos. As autoridades buscam imagens de câmeras de segurança e testemunhas que possam confirmar o trajeto da carona.

Até o momento, não há indícios do local onde Berenice possa estar. A polícia trabalha com a hipótese de homicídio, mesmo sem o corpo, desde que haja evidências suficientes para incriminar a suspeita.

A defesa de Eliane não se manifestou publicamente. Enquanto isso, a família da cozinheira aguarda respostas sobre o paradeiro da vítima, que completa duas semanas desaparecida.