Mulher De 22 Anos É Presa Após Planos De M4tar Os Pais, Avós E Colegas Da Escola “Pegaram Ela E… Ver Mais
Um caso que poderia terminar em tragédia mobilizou autoridades e reabriu o debate sobre prevenção de ataques planejados. Em vídeos e mensagens divulgadas em grupos on-line, uma jovem de 22 anos, identificada como Simone,
teria detalhado a intenção de matar os pais, os avós e, em seguida, atacar a escola onde estudou. O alerta partiu de um participante do grupo, que desconfiou de que as ameaças seriam executadas já no dia 29 de agosto. A Polícia Civil foi acionada, chegou ao endereço indicado, apreendeu materiais e impediu a sequência dos fatos.
“Já tenho faca, balaclava e luvas”, escreveu a suspeita nas redes
De acordo com o relato policial, publicações atribuídas à jovem descreviam passo a passo do ataque, incluindo a data e os alvos. Nas buscas, foram apreendidos computador, celular, balaclava e facas — itens que, segundo a investigação, poderiam ser usados na execução do plano.

Levado à delegacia, o caso ganhou contornos ainda mais graves quando, na presença dos pais, a suspeita teria apresentado comportamento agressivo. Em depoimento registrado em vídeo, ela admite a intenção de matar e afirma temer “o impulso” caso estivesse em liberdade.
A investigação aponta que a jovem administrava um fã-clube dedicado a um autor de crime familiar ocorrido em 2024, e que parte da motivação teria sido alimentada por interações nesse ambiente virtual. O acionamento rápido do disque-denúncia, seguido da identificação do número e do endereço,
permitiu aos agentes agir com antecedência, evitando que o plano saísse do campo virtual para a vida real. Especialistas ouvidos pela própria polícia ressaltam que sinais de premeditação, compra de instrumentos e datas marcadas configuram risco iminente e exigem resposta imediata.
Audiência de custódia, medidas cautelares e o desafio entre segurança e saúde mental
Após a prisão, a jovem passou por audiência de custódia e foi colocada em liberdade mediante medidas cautelares: proibição de aproximação dos familiares, comparecimento periódico à Justiça e encaminhamento para tratamento em saúde mental.
A decisão dividiu opiniões e trouxe angústia aos parentes, que agora contam com medidas protetivas de distância. O Ministério Público defendia avaliação psiquiátrica mais rígida, enquanto a decisão judicial enfatizou o acompanhamento em rede de atenção psicossocial.
O episódio reacende uma discussão sensível: como equilibrar proteção imediata das potenciais vítimas, garantias legais da investigada e necessidade de cuidado especializado? Autoridades reforçam a importância de denunciar sinais de ameaça, registrar conteúdos e acionar a polícia sem hesitação.
Para escolas e famílias, a recomendação inclui protocolos de prevenção, acolhimento e monitoramento de comportamentos de risco — on-line e fora dele.
O caso, frustrado a tempo, expõe a urgência de respostas integradas entre segurança pública, Justiça e saúde mental para evitar que discursos de violência se transformem em tragédias anunciadas.





