Lula Promete Que Em 2026 Tirará O Brasil Da Pobreza E Do Mapa Da Fome Após Ser… Ver Mais
Durante a celebração dos 20 anos do Bolsa Família, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a colocar o combate à fome no centro da agenda do governo. Em participação por videoconferência, enquanto se recupera de cirurgia, ele afirmou que a meta é erradicar a fome no Brasil até 31 de dezembro de 2026, associando o objetivo à ampliação e ao fortalecimento dos programas de transferência de renda.
Lula reforçou que, na visão do governo, políticas sociais não devem ser tratadas como gasto, mas como investimento em dignidade, educação, saúde e qualidade de vida. O discurso buscou marcar diferença de postura em relação a gestões anteriores, apresentando a retomada e a reformulação de programas sociais como parte de um esforço de “reconstrução” do país.
Ao citar a fome, o presidente retomou um tema recorrente em sua trajetória política, apontando que o país já havia deixado o Mapa da Fome das Nações Unidas no passado e que o objetivo agora é consolidar novamente esse resultado. Dados recentes indicam queda expressiva da insegurança alimentar severa no Brasil em 2023, embora o problema ainda atinja milhões de pessoas.
O discurso também foi marcado por um tom emocional. Lula destacou que o Bolsa Família é visto pelo governo como um programa do povo, e não apenas de uma gestão específica, ressaltando valores como solidariedade, fraternidade e responsabilidade coletiva com os mais pobres.

Bolsa Família relançado e expandido para novas famílias
Criado em 2003, o Bolsa Família nasceu da unificação de diferentes iniciativas contra a fome, como o Fome Zero e outros programas de transferência de renda. Ao longo dos anos, o programa se consolidou como a principal política pública de combate à pobreza e passou a ser referência internacional na área de proteção social.
Após ter sido substituído pelo Auxílio Brasil no governo anterior, o programa retomou o nome original em 2023, já na atual gestão, com novo desenho e valores atualizados. O benefício mínimo foi fixado em 600 reais por família, com acréscimos para determinados perfis, como o adicional por criança de zero a seis anos, o que elevou o valor médio pago por família.
Segundo dados oficiais, cerca de 21,4 milhões de famílias recebem atualmente o benefício, e a maior parte está protegida da pobreza extrema graças à combinação do valor transferido com outras políticas públicas. O governo apresenta esses números como evidência de que o programa segue sendo um instrumento central para reduzir desigualdades sociais.
Na cerimônia, a Caixa Econômica Federal, responsável pela operação financeira do programa, destacou o papel da instituição na execução de políticas sociais desde os primeiros anos do Bolsa Família. A presença de autoridades buscou reforçar a ideia de continuidade e de compromisso duradouro com a transferência de renda.
Histórias pessoais e os desafios até 2026
Para ilustrar o impacto do programa, uma ex-beneficiária foi convidada a relatar sua trajetória. Ela contou que o benefício permitiu priorizar a educação dos filhos, evitando que precisassem trabalhar na infância, e relatou que dois deles se formaram engenheiros. O depoimento foi usado como exemplo do potencial transformador de uma política de renda acompanhada de acesso à escola.
Autoridades presentes, como o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, reforçaram que a meta é retirar novamente o Brasil do Mapa da Fome e reduzir de forma consistente os indicadores de pobreza. A promessa envolve não apenas o Bolsa Família, mas ações integradas com programas de apoio à agricultura familiar e aquisição de alimentos, para garantir comida saudável na mesa das famílias.
Ao projetar o fim da fome até 2026, o governo assume uma meta ambiciosa em um cenário ainda marcado por desigualdades regionais, desemprego e vulnerabilidade social. Especialistas apontam que o alcance desse objetivo depende de continuidade de políticas, estabilidade econômica e coordenação entre União, estados e municípios.
Ainda assim, a reafirmação pública da promessa busca mobilizar apoio político e social em torno da agenda de combate à fome. Ao vincular a meta aos 20 anos do Bolsa Família, o governo procura mostrar que o caminho para erradicar a fome passa pela manutenção e pelo fortalecimento de políticas de renda, educação e inclusão produtiva.





