IML Acaba De Divulgar Laudo Informando Causa Da M0rte De Vaqueirinho, Atac4do Por Le0a “Sofreu Uma He… Ver Mais
Segundo o laudo divulgado pelo Instituto Médico Legal da Paraíba, Gerson de Melo Machado, conhecido como Vaqueirinho, morreu em decorrência de um choque hemorrágico provocado pelo rompimento de vasos cervicais.
O jovem de 19 anos havia invadido o recinto da leoa Leona, no Parque Zoobotânico Arruda Almeida, em João Pessoa, no último domingo. A partir da confirmação oficial, novas discussões passaram a surgir sobre as circunstâncias do ataque e o que ainda pode ser esclarecido ao longo da investigação.
O laudo apontou que o ferimento fatal foi causado por perfurações compatíveis com a mordida do animal, indicando que a região do pescoço foi atingida com violência. Esse tipo de lesão é comum em ataques de grandes felinos, que costumam direcionar a mordida a áreas vulneráveis como forma de neutralizar suas presas. Ainda assim, o documento técnico não apresenta conclusões além do dano físico imediato.
O IML solicitou exames adicionais, entre eles um toxicológico, que deve analisar possíveis substâncias no organismo de Gerson. A equipe também realizará um exame de identificação técnica antes da liberação do corpo para a família. Essas etapas são consideradas essenciais para fechar o quadro pericial.
A divulgação do laudo reacendeu o debate sobre segurança, saúde mental e protocolos de atuação em espaços que abrigam animais silvestres. O caso continua mobilizando autoridades e especialistas.

Vídeos gravados por visitantes ajudam a esclarecer parte do que ocorreu
Os registros que circulam nas redes sociais mostram o momento em que Gerson escala a estrutura lateral até alcançar o topo da jaula. Mesmo sem áudio, as imagens revelam que o jovem utilizou uma árvore interna para descer até o recinto, aproximando-se perigosamente do animal. A gravação viralizou rapidamente e se tornou parte relevante da apuração conduzida pela polícia.
De acordo com relatos de quem estava no local, a movimentação de Gerson foi inesperada e causou espanto entre os visitantes. As imagens também auxiliam na análise da dinâmica do ataque, pois captam o instante exato em que a leoa reage à presença do invasor.
A administração do parque confirmou que a jaula possui estruturas altas e áreas vedadas ao público, reforçando que a invasão exigiu esforço e intencionalidade. Esse ponto tem sido ressaltado tanto por peritos quanto por especialistas em comportamento animal.
As autoridades reforçam que, apesar dos vídeos contribuírem para o entendimento dos fatos, somente a perícia técnica poderá determinar com precisão a ordem dos eventos que antecederam a morte do jovem.
Leona é monitorada e não será sacrificada, afirma o zoológico
O Parque Arruda Câmara divulgou comunicado informando que a leoa está saudável e em observação contínua após o ocorrido. A equipe técnica ressaltou que o animal respondeu adequadamente aos comandos, sendo tranquilizado logo depois.
Especialistas destacam que a reação da leoa foi instintiva. Em situações de invasão, grandes felinos tendem a agir de forma defensiva ao perceberem ameaça dentro de seu território.
O zoológico reiterou que a hipótese de eutanásia nunca esteve em pauta, reforçando que o protocolo prevê apenas monitoramento comportamental e cuidados específicos para o animal.
A Bica permanece fechada temporariamente para investigação e reorganização interna, enquanto famílias e profissionais aguardam novas etapas do caso.





