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Pesadel0 no hospital: Paciente acorda na cirurgia e sente enfermeiro tocando suas partes íntim4s E… Ver Mais

O que deveria ser apenas um procedimento médico voltado à recuperação física transformou-se em um cenário de horror absoluto para uma jovem de 21 anos em Cuiabá. Internada após sofrer um acidente de motocicleta no final de novembro, a paciente precisou passar por uma cirurgia no braço direito para a colocação de pinos. No entanto, o ambiente hospitalar, teoricamente estéril e protegido, tornou-se palco de um crime revoltante contra a dignidade sexual da vítima. A violação ocorreu justamente no momento em que ela estava mais vulnerável e indefesa: sob os efeitos da anestesia e dos procedimentos médicos.

A cirurgia durou cerca de duas horas e parecia correr dentro da normalidade para a equipe, mas a paciente recobrou a consciência antes do previsto. Embora não conseguisse se comunicar verbalmente de imediato, percebeu a movimentação ao seu redor e ouviu as conversas finais. Um pano cobria seu rosto, limitando a visão, mas seus sentidos captaram o perigo quando a maioria da equipe deixou a sala, deixando-a à mercê de quem deveria cuidar dela.

Restaram apenas uma enfermeira, que estava de costas, e um enfermeiro de 39 anos. Foi nesse instante de isolamento que o pesadelo se materializou. Pela fresta do lençol, a jovem visualizou a movimentação do suspeito e sentiu na pele a violação de sua intimidade.

O enfermeiro, aproveitando-se da suposta inconsciência, iniciou os atos de abuso sexual na mesa de cirurgia. Usando luvas, introduziu os dedos na vítima, acreditando na impunidade. O relato descreve não apenas a dor física, mas o terror psicológico de estar paralisada sofrendo violência de um profissional de saúde.

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A Reação de Defesa e o Fim do Abuso

Mesmo debilitada pelo pós-operatório, o instinto de sobrevivência da vítima falou mais alto diante daquela situação grotesca. Com medo de que o enfermeiro prosseguisse com o abuso ou tentasse algo mais grave, ela reuniu forças para reagir. Num movimento brusco, a jovem conseguiu fechar as pernas, sinalizando claramente que estava acordada e consciente.

A reação inesperada fez o suspeito interromper o ato imediatamente, assustado com o despertar da vítima. Tentando disfarçar o crime, ele pediu para que a outra enfermeira, que nada percebera, terminasse de acordar a paciente. O clima de tensão tomou conta da jovem, levada para a recuperação em estado de choque profundo.

O silêncio, comum em casos de violência sexual, não prevaleceu. A vítima encontrou coragem para relatar o ocorrido à administração do hospital. O suporte psicológico oferecido foi fundamental para que ela se sentisse segura em denunciar, buscando justiça imediata. A denúncia chegou à Polícia Civil com detalhes ricos sobre o uso das luvas e a dinâmica do despertar, peças-chave para a investigação que impediram o predador de continuar atuando livremente.

Investigação Ágil e Prisão do Suspeito

A Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM) de Cuiabá agiu com a celeridade que o caso exigia. Assim que acionada, a equipe iniciou diligências, ouvindo a vítima e todas as testemunhas do plantão. A delegada responsável, Judá Maali, reuniu provas suficientes para representar pela prisão preventiva do suspeito em tempo recorde, garantindo que ele não escapasse da aplicação da lei.

O mandado foi deferido pela Justiça, reconhecendo a periculosidade do agente. Na tarde de quarta-feira, a polícia localizou o enfermeiro em sua residência, no bairro Coophamil. Ele foi detido sem resistência e conduzido à delegacia para prestar esclarecimentos sobre as pesadas acusações.

Agora preso, o homem aguarda a audiência de custódia e responderá por estupro de vulnerável. A prisão preventiva traz alento à vítima, familiares e à sociedade, servindo como alerta rigoroso sobre a segurança em ambientes cirúrgicos. A conclusão deste episódio reforça a importância da denúncia imediata: a postura firme da vítima e a resposta policial mostram que crimes cometidos sob a confiança profissional não ficarão impunes, sendo a prisão o primeiro passo para a justiça.

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