B0MBA: Patrícia Abravanel toma decisão contra o… Ver mais
Recentemente, o nome de Patrícia Abravanel voltou aos holofotes, não apenas por seu trabalho na televisão, mas por dois episódios judiciais que ganharam grande repercussão. De um lado, a apresentadora conquistou uma vitória significativa contra a Meta, controladora das redes sociais Instagram e Facebook. Do outro, vê-se envolvida em uma ação judicial que remete a um antigo programa televisivo.
Esses dois casos chamam a atenção não só pelo envolvimento de uma figura pública, mas também pelos desdobramentos que envolvem o uso das plataformas digitais e os limites da exposição midiática. São acontecimentos que levantam questões importantes sobre responsabilidade, direitos de imagem e a atuação das grandes empresas de tecnologia.
A seguir, entenda os detalhes da indenização recebida por Patrícia, os motivos que levaram à ação judicial movida contra ela e o SBT, e o que esses episódios revelam sobre o atual cenário jurídico e digital no Brasil.
Bloqueio indevido no Instagram gera indenização à apresentadora
Em março de 2024, a conta oficial de Patrícia Abravanel no Instagram foi bloqueada sem aviso prévio. A apresentadora, que utiliza a plataforma para fins profissionais e de divulgação, ficou impossibilitada de exercer atividades importantes ligadas ao seu trabalho. O bloqueio foi considerado indevido, já que não houve violação clara das diretrizes da rede.
Diante da situação, Patrícia moveu uma ação contra a Meta, empresa responsável pela rede social. A Justiça entendeu que o bloqueio causou prejuízos à apresentadora, tanto no âmbito profissional quanto pessoal. Como resultado, a empresa foi condenada a pagar uma indenização de R$ 8 mil.
O valor, embora modesto diante da dimensão da empresa, representa uma decisão simbólica sobre os limites do controle das redes sociais e a necessidade de respeito aos usuários, especialmente figuras públicas com atividades vinculadas à internet. A sentença reforça o dever das plataformas de agir com mais transparência e responsabilidade.
Esse caso abre espaço para novas discussões sobre os direitos dos usuários em ambientes digitais e como o bloqueio de contas, muitas vezes automático, pode interferir diretamente na vida profissional das pessoas.
Vídeo antigo gera processo por danos morais contra Patrícia e o SBT
Paralelamente à vitória judicial contra a Meta, Patrícia Abravanel e o SBT enfrentam um processo movido por uma mulher que participou de um quadro do programa “Em Nome do Amor” há vários anos, quando tinha apenas 14 anos. O conteúdo, segundo ela, foi recentemente republicado nas redes sociais e lhe causou transtornos emocionais.
A mulher alega que a exposição indevida, sem consentimento, violou seus direitos de imagem e privacidade. O processo inclui um pedido de retirada do vídeo das plataformas digitais e também uma indenização por danos morais, cujos valores não foram divulgados até o momento.
O caso reacende o debate sobre o uso de material antigo de programas de TV, especialmente quando envolve menores de idade. Mesmo com o tempo decorrido, a repercussão atual pode causar impactos significativos à vida dos envolvidos, sobretudo quando o conteúdo volta à tona fora de contexto.
A ação ainda está em andamento, mas já chama atenção pela complexidade e pela necessidade de se rever práticas relacionadas ao arquivo e reaproveitamento de conteúdos televisivos, agora acessíveis facilmente pelas redes sociais.
O impacto das decisões judiciais no cenário digital e midiático
Os dois episódios envolvendo Patrícia Abravanel evidenciam o entrelaçamento cada vez maior entre o mundo digital e o jurídico. No primeiro caso, observa-se a responsabilização de uma big tech por falhas na gestão de contas. No segundo, uma discussão sobre o uso de imagem e os direitos de quem participou de programas no passado.
O ambiente digital, embora aberto e dinâmico, exige um cuidado constante com as práticas adotadas, tanto por empresas como por emissoras de TV. A forma como vídeos antigos são reutilizados e como contas são gerenciadas pode gerar consequências legais e sociais significativas.
Para figuras públicas, a exposição nas redes sociais e na mídia tradicional traz responsabilidades redobradas. Erros de julgamento ou falhas no controle de conteúdo podem afetar tanto sua imagem quanto levar a disputas judiciais desgastantes.
Esses acontecimentos também refletem mudanças na forma como a sociedade compreende e exige respeito aos direitos digitais. A tendência é que casos como esses se tornem mais frequentes, à medida que as interações virtuais ocupam papel central na vida profissional e pessoal de milhares de brasileiros.




