Jovem mãe m0rre após médico negar cesárea, ela deixou bebê recém-nascido e… Ver mais
Uma tragédia chocou a cidade de Indaiatuba, no interior de São Paulo, nesta quarta-feira (21). Bianca Fidêncio da Silva, de 28 anos, faleceu dias após dar à luz seu segundo filho. O caso levantou questionamentos sobre o atendimento médico, já que a família afirma que o pedido por cesárea foi negado, levando a complicações. O bebê está internado em estado grave.
Detalhes do caso
Bianca deu entrada no Hospital Augusto de Oliveira Camargo (Haoc) no domingo (18), apresentando uma carta da obstetra que a acompanhava recomendando a cesárea. A gestante já tinha uma filha e havia sofrido dois abortos anteriores. A família relata que, durante o parto normal, houve o uso de fórceps, seguido de uma hemorragia que exigiu cirurgia de emergência.
Ela permaneceu internada até falecer na noite de quarta-feira (21). O velório será realizado no Cemitério Municipal Parque dos Indaiás, nesta sexta-feira (23), com sepultamento agendado para as 10h30. O recém-nascido está internado em estado gravíssimo, com risco de vida. O marido de Bianca registrou uma ocorrência de morte suspeita na Polícia Civil de Indaiatuba.

Posicionamento das autoridades
A Secretaria de Saúde de Indaiatuba encaminhou um ofício ao hospital, solicitando a abertura de uma sindicância interna para apurar os fatos. Além disso, o caso será analisado pelos Comitês de Óbito Materno e Hospitalar. Em nota, a prefeitura manifestou solidariedade à família e afirmou estar acompanhando o estado do bebê, que permanece na UTI Neonatal.
O Haoc confirmou que houve o pedido da gestante por cesárea, mas destacou que o quadro clínico indicava progresso adequado para o parto vaginal. A instituição afirmou que a cesárea só seria considerada caso houvesse intercorrências, o que, segundo eles, não ocorreu inicialmente. A unidade realiza, em média, 180 partos por mês, sem registros de óbitos maternos em 2025.
O que diz o hospital
Segundo o Haoc, durante o parto, houve identificação de sofrimento fetal agudo, o que levou ao uso de fórceps para abreviar o nascimento. O bebê apresentou sinais de hipóxia após o parto, enquanto Bianca evoluiu com sangramento vaginal intenso causado por atonia uterina, uma condição em que o útero não se contrai adequadamente após o nascimento.
A instituição ressaltou que a atonia uterina é uma complicação obstétrica imprevisível, que pode ocorrer tanto em partos vaginais quanto cesarianos. O parto evoluiu rapidamente desde a admissão até a dilatação completa, motivo pelo qual foi mantida a condução por via vaginal, seguindo os protocolos assistenciais vigentes.
O Haoc informou que instaurou uma sindicância interna, cujos resultados serão encaminhados à Comissão de Ética Médica do hospital e ao Conselho Regional de Medicina. A instituição destacou seu compromisso com a transparência e a apuração dos fatos.





