Antes de ser sacrific4do, o estado em que o cão Orelha foi encontrado partiu o coração: ‘Estava agoniz… Ver Mais
A morte trágica de Orelha, um **cão comunitário** de Florianópolis, continuou repercutindo nesta terça-feira pelas redes sociais. O animal foi gravemente ferido por adolescentes e precisou passar por **eutanásia** devido à gravidade dos ferimentos. Agora, novas informações revelam que um segundo cachorro, chamado Caramelo, também teria sido alvo de maus-tratos no mesmo episódio.
Caso ganha novos detalhes
De acordo com o delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, Caramelo teve sorte ao escapar de uma situação de afogamento provocada pelos mesmos jovens que agrediram Orelha. Após o incidente, o cão foi adotado por uma família, garantindo sua segurança e bem-estar. Moradores da região da **Praia Brava**, onde os animais habitavam, dizem que ambos os cães costumavam andar juntos pelas ruas.
A operação policial realizada nesta semana cumpriu três mandados de buscas e apreensões em endereços ligados aos jovens envolvidos no caso. Dois dos quatro adolescentes suspeitos foram localizados em Florianópolis, enquanto os outros estão nos Estados Unidos, em uma viagem já programada anteriormente.
As buscas ocorreram nas casas dos jovens e de seus responsáveis legais, que também podem ser enquadrados por **coação** no processo. Aparentemente, os pais tentaram pressionar os adolescentes a não se manifestarem sobre o caso. A investigação continua em andamento.
Morte de Orelha mobiliza redes
Orelha tinha cerca de 10 anos e era uma figura conhecida na Praia Brava. Moradores e protetores dos animais mantinham três casinhas especialmente destinadas aos cães comunitários da região. A morte cruel do animal gerou uma onda de comoção e indignação, com celebridades, defensores dos animais e internautas cobrando **justiça** pelos maus-tratos sofridos.
O caso foi descoberto no dia 16 de janeiro, quando moradores perceberam que Orelha havia desaparecido. Dias depois, ele foi encontrado por um dos voluntários que cuidavam dele, agonizando e com ferimentos graves. Foi levado a uma clínica veterinária, mas o estado crítico levou à decisão pela eutanásia.
Segundo Silvio Gasperin, empresário e morador da região, foi uma das voluntárias quem encontrou o animal e o socorreu. Ele relembrou o episódio emocionado e reforçou a necessidade de justiça para que casos como esse não se repitam.
Comunidade se une em defesa dos animais
Mário Rogério Prestes, aposentado e morador da Praia Brava, destacou que Orelha e Caramelo eram mascotes queridos na região. Ele era responsável por alimentar os cães diariamente e lamentou profundamente a violência sofrida por Orelha. Prestes lembrou que muitas pessoas ajudavam com doações de comida e cuidados.
A **comunidade local** se mobilizou para garantir a segurança de Caramelo após o incidente e para pressionar as autoridades por uma investigação rigorosa. A perseguição aos animais não é apenas um caso isolado, mas um reflexo da necessidade de conscientização e medidas mais severas contra maus-tratos.
O episódio também reforçou a importância do trabalho de protetores e voluntários na luta contra a crueldade animal. A morte de Orelha deixou um alerta para os moradores sobre a necessidade de vigilância e cuidado com aqueles que não têm voz para se defender.





