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Filho Visita Bolsonaro na Prisã0 e Sai de Lá em Lágrimas: ‘Ele Estava Soluç… Ler Mais

Carlos Bolsonaro, ex-vereador do Rio de Janeiro, visitou o ex-presidente Jair Bolsonaro neste sábado (31), no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. Nas redes sociais, Carlos descreveu o pai como “abatido, apático e soluçando”. O encontro ocorreu após a autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), permitindo que aliados do ex-presidente o visitem.

Bolsonaro “abatido” e “apático”

Carlos Bolsonaro esteve acompanhado do advogado João Henrique de Freitas durante a visita. Segundo ele, o ex-presidente estava em um estado preocupante, o que reforçou a insatisfação da família com a situação atual. “Não relato isso como demonstração emotiva, mas como registro estritamente factual”, afirmou Carlos em suas redes sociais.

Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por participação em uma trama golpista. A família tem trabalhado na Justiça para tentar reverter a decisão para um regime de prisão aberta, destacando o estado de saúde do ex-presidente como justificativa. A exposição pública dessa condição tem sido uma estratégia constante.

A situação carcerária de Bolsonaro tem gerado debates públicos sobre as condições de seu encarceramento e a possibilidade de mudanças no regime de prisão. A família aguarda decisões judiciais que possam aliviar a pena e permitir que ele deixe a Papudinha.

Ataque contra Mauro Cid

Durante sua publicação, Carlos Bolsonaro criticou duramente Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente. Ele atribuiu ao coronel parte da responsabilidade pelo cenário político e jurídico enfrentado por Bolsonaro. “Parabéns, Coronel Mauro Cid. Você é um dos principais responsáveis pelo esfacelamento de pessoas de bem”, escreveu.

Mauro Cid, que fez parte do núcleo golpista, aceitou um acordo de delação premiada e colaborou com as investigações. Ele foi julgado pela Primeira Turma do STF e recebeu a menor pena do grupo: dois anos de prisão em regime aberto. Sua atuação foi crucial para o desenrolar do caso que resultou na prisão de Bolsonaro.

A declaração de Carlos reforçou a tensão entre a família Bolsonaro e seus antigos aliados, agora envolvidos em delações premiadas. A crítica pública ao coronel Cid pode impactar ainda mais as relações dentro do círculo político bolsonarista.

Bolsonaro receberá aliados

O ministro Alexandre de Moraes autorizou que quatro aliados políticos visitem Bolsonaro em fevereiro. Os senadores Bruno Bonetti e Carlos Portinho estarão na Papudinha no dia 18, enquanto os deputados federais Nikolas Ferreira e Ubiratan Sanderson irão no dia 21. As visitas foram agendadas após pedidos formais ao STF.

No último dia 29, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, visitou Bolsonaro pela primeira vez desde sua transferência para a Papudinha. A presença de aliados tem sido importante para manter o apoio político ao ex-presidente em meio às adversidades.

As autorizações de visita são vistas como uma forma de manter a conexão entre Bolsonaro e seus aliados, enquanto ele permanece preso. A estratégia também visa demonstrar que o ex-presidente ainda conta com apoio significativo dentro da política nacional.

Visitas negadas

Não todas as solicitações de visita foram aceitas. Alexandre de Moraes rejeitou pedidos feitos por Valdemar Costa Neto, presidente do PL, e pelo senador Magno Malta. Essas negativas destacam a seletividade do STF em relação às autorizações de acesso ao ex-presidente.

Enquanto isso, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, filhos do ex-presidente, advogados e médicos têm livre acesso para visitá-lo sem necessidade de solicitação prévia. Esses encontros são permitidos em horários específicos: quartas e quintas-feiras, das 8h às 10h, das 11h às 13h ou das 14h às 16h.

As restrições impostas pelo STF têm gerado debates sobre o equilíbrio entre o direito à visitação e o cumprimento da pena. A decisão de negar alguns pedidos reforça o controle do judiciário sobre o acesso ao ex-presidente preso.

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