URG3NTE: Adélio, autor da f4cada em Bolsonaro, acaba de receber novo diagnóstic0 e… Ver Mais
O estado de saúde mental de Adélio Bispo de Oliveira, responsável pelo atentado contra o ex-presidente Jair Bolsonaro em 2018, piorou significativamente nos últimos meses. Um novo laudo médico, enviado à 5ª Vara Criminal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, revela que o detento apresenta alucinações persistentes e perda progressiva do contato com a realidade. O diagnóstico evoluiu de transtorno delirante para esquizofrenia paranoide, indicando que o ambiente prisional contribuiu para sua regressão clínica.
O diagnóstico de esquizofrenia
Segundo o laudo médico, Adélio vive um estado de psicose crônica, marcado por delírios de natureza política e religiosa. Os especialistas destacam que ele não tem consciência da própria enfermidade, o que resulta em resistência ao uso de medicamentos e tratamentos. Essa condição impede que ele compreenda a gravidade de seu estado e aceite ajuda terapêutica.
O documento ainda reforça que Adélio não é mais considerado um indivíduo racional. A estrutura de vigilância constante do Sistema Penitenciário Federal, com o uso de câmeras e isolamento, agrava suas paranoias persecutórias. A falta de interação social e o ambiente repressivo parecem acelerar o declínio de sua saúde mental.

Os peritos recomendam que ele seja transferido para um hospital de custódia ou Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). No entanto, a decisão final depende de uma avaliação judicial, que ainda não foi concluída. Enquanto isso, ele permanece em uma cela de segurança máxima, sem acesso a cuidados especializados.
Previsão de permanência sob custódia
Apesar das recomendações médicas, Adélio deve continuar sob custódia do Estado por um longo período. Uma decisão judicial estabelece que, mesmo sendo considerado inimputável, ele deve permanecer na prisão até pelo menos o ano de 2038, quando completará 60 anos. Essa decisão leva em conta o risco que ele representa à sociedade.
Atualmente, Adélio ocupa uma cela de seis metros quadrados e mantém isolamento social voluntário. Ele não interage com outros detentos e não participa de atividades de integração. Suas condições psíquicas o impedem de realizar tarefas básicas, o que reforça a necessidade de um ambiente terapêutico adequado.
A família de Adélio e defensores públicos têm pressionado por uma transferência para um local que ofereça tratamento especializado. No entanto, a decisão final depende da Justiça, que ainda avalia os riscos e benefícios de uma possível mudança. Enquanto isso, sua saúde mental continua a deteriorar-se no ambiente prisional.





