4 Amigos M0rrem Ao Irem Cobrar Dívida; Após Investigações, Descobrem Que O Mandante Foi Pol… Ver Mais
O caso da execução brutal de quatro homens em Icaraíma, no Paraná, ganhou um capítulo ainda mais sombrio e revoltante com a descoberta de corrupção dentro da própria delegacia da cidade. A chacina, marcada por uma emboscada meticulosa, agora revela o envolvimento direto de dois investigadores da Polícia Civil, suspeitos de atuarem como cúmplices dos assassinos. Operações recentes indicam que esses agentes públicos teriam vazado informações sigilosas para a família Buscariolo, permitindo a fuga dos principais acusados e auxiliando na ocultação de provas vitais para a elucidação do crime bárbaro.
A Corregedoria agiu rapidamente, realizando buscas nas residências dos servidores, onde foram apreendidos celulares e armas que podem ligá-los aos foragidos. A suspeita principal é de que os investigados receberam alertas privilegiados sobre os mandados de prisão, escapando antes da chegada das equipes táticas. A gravidade da situação exigiu sigilo absoluto para evitar que a influência do contrabando local destruísse vestígios. Os investigadores, agora transferidos e enfrentando processos administrativos, podem ser expulsos. Essa reviravolta expõe a infiltração do crime organizado nas instituições de justiça, adicionando indignação ao luto das famílias, que veem uma teia de proteção mútua entre bandidos e policiais corruptos.

O Bunker e a Dinâmica da Morte
A perícia técnica revelou detalhes aterrorizantes sobre a morte de Diego, Robislei, Rafael e Alencar na tarde de 5 de agosto. Atraídos para uma armadilha fatal, não tiveram chance de defesa ou negociação: foram metralhados dentro da caminhonete Fiat Toro assim que chegaram à propriedade rural. O laudo confirmou o uso de cinco armas diferentes disparadas de três posições distintas, caracterizando uma execução sumária e imediata, sem sequestro prévio.
Após o massacre, os assassinos ocultaram os cadáveres em covas rasas e esconderam o veículo de maneira engenhosa. A Fiat Toro foi tombada dentro de um “bunker” subterrâneo de concreto, estrutura usada para esconder cigarros contrabandeados, e depois coberta com terra. O estado de conservação dos corpos, que apresentavam saponificação, deveu-se às condições específicas do solo, preservando evidências da brutalidade. Imagens de satélite confirmam que o crime ocorreu na propriedade dos devedores, onde a descoberta de outros veículos enterrados demonstra a sofisticação da engenharia do crime e o desprezo absoluto pela vida humana por parte de pai e filho, os principais acusados.
Dívida Milionária e Defesa Contestada
O estopim para a tragédia foi uma transação imobiliária fracassada envolvendo um sítio avaliado em R$ 1 milhão. Alencar Gonçalves tentou reaver uma entrada de R$ 250 mil, contratando cobradores do interior de São Paulo sob a promessa de 50% do valor recuperado. Áudios recuperados pela investigação mostram que Alencar tinha medo real dos Buscariolo, alertando sobre o envolvimento deles com contrabando, mas os cobradores confiaram que a presença do grupo garantiria o pagamento sem violência. Essa confiança colidiu frontalmente com a brutalidade de criminosos decididos a eliminar o problema.
A defesa dos suspeitos, liderada pelo advogado Renan Fará, insiste na inocência de seus clientes e sugere que as vítimas cobravam terceiros. O advogado argumenta que a fuga foi necessária para evitar prisões injustas, uma tese duramente criticada diante das provas técnicas e da localização dos corpos na propriedade dos Buscariolo. A polícia mantém Antônio e Paulo Ricardo como mandantes e executores, agora com a forte suspeita de auxílio policial. O caso segue aberto, com a sociedade aguardando a captura dos foragidos e a punição exemplar de todos os envolvidos nesta trama sangrenta.





