Homem Vai Para UPA Com Dor e Sai M0rto Após Médicos Falarem Que Era Apenas… Ver mais
A morte do professor de inglês Clinton Cradó, de 43 anos, está sob investigação em São José do Rio Preto (SP). Ele procurou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Norte várias vezes com fortes dores abdominais, mas recebeu altas com diagnósticos considerados leves, como gases e intestino preso. A situação culminou em uma transferência para a Santa Casa, onde descobriram que o apêndice havia rompido há dias, levando a uma infecção generalizada.
O caso e suas consequências
Clinton Cradó foi atendido três ou quatro vezes na UPA Norte, mas seus sintomas foram interpretados como problemas menos graves. A família relata que ele foi liberado com orientações para tratar cólicas renais e intestino preso. No entanto, seu estado piorou progressivamente, exigindo uma transferência de urgência para a Santa Casa.
Na Santa Casa, os médicos descobriram que o apêndice havia rompido dias antes, causando sepse e comprometendo múltiplos órgãos. A infecção generalizada foi o que levou ao óbito. A Secretaria de Saúde abriu uma sindicância para avaliar a conduta dos profissionais da UPA Norte, enquanto a viúva registrou um boletim de ocorrência por suspeita de negligência médica.
O caso traz à tona questões críticas sobre o atendimento em UPAs e a importância de diagnosticar corretamente dores abdominais persistentes. A situação também serve como um alerta para pacientes que não encontram melhora após alta hospitalar, destacando a necessidade de buscar reavaliação imediata.
Sinais de alerta e cuidados
Especialistas reforçam que dores abdominais que pioram com o tempo e não melhoram após tratamento devem ser vistas como um sinal grave. Sintomas como febre, náuseas, vômitos e rigidez abdominal também indicam a necessidade de atenção urgente. Prostração intensa e piora geral do estado de saúde são outros indicativos de que algo mais sério pode estar ocorrendo.
Pacientes que voltam repetidamente ao serviço de saúde em pouco tempo devem ser submetidos a exames mais detalhados. A persistência de sintomas após uma alta médica exige reavaliação imediata, especialmente em casos de dor abdominal. Ignorar esses sinais pode levar a complicações graves, como a ruptura do apêndice e infecções generalizadas.
O fortalecimento da segurança do paciente em serviços de urgência é fundamental para evitar tragédias como essa. Melhorias na triagem, no diagnóstico e no acompanhamento de casos complexos podem reduzir riscos e salvar vidas. A conscientização dos profissionais e dos pacientes sobre os sinais de alerta é um passo crucial nesse processo.





