Avó das crianças desaparecidas chora e quebra o silêncio sobre o sumiço: ‘A gente só tem tris… Ver Mais
As buscas por Ágatha Isabelly, 6 anos, e Allan Michael, 4 anos, atingiram o **20º dia** nesta sexta-feira (23) em Bacabal, no Maranhão. As crianças sumiram na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos no dia 4 de janeiro, deixando familiares e autoridades em alerta máximo. Até o momento, nenhuma pista concreta foi encontrada sobre o paradeiro dos irmãos.
Desespero e falta de respostas
Francisca Cardoso, avó das crianças, expressou sua frustração em entrevista à **TV Mirante**. Ela destacou a dor da família diante da falta de resultados após quase três semanas de buscas intensas. “Só tristeza aqui”, desabafou Francisca, que espera por qualquer tipo de informação que possa trazer alívio.
A comunidade local também está mobilizada, mas a ausência de respostas aumenta o sentimento de impotência. Familiares e moradores acompanham as operações com esperança, mas enfrentam dias de angústia e incerteza. A situação tem sensibilizado não só a região, mas todo o país.
Enquanto isso, as autoridades seguem trabalhando sem descanso, mas ainda sem avanços concretos. A mobilização continua, mas o silêncio sobre o paradeiro das crianças persiste, deixando todos em suspense.
Estratégias e colaborações
A **Polícia Civil do Maranhão** coordena as buscas e decidiu reduzir o número de equipes para focar em áreas específicas. Além das forças locais, o **Exército Brasileiro**, a **Marinha Brasileira** e autoridades dos estados do Pará e Ceará estão envolvidos na operação. A Marinha concluiu varreduras no **Rio Mearim** após percorrer cerca de 19 quilômetros com auxílio de um sonar.
De acordo com o capitão Simões, da Marinha, as buscas aquáticas foram encerradas na noite de quinta-feira (22). A decisão foi tomada após análises detalhadas do trajeto, que não revelaram nenhum indício relevante. A área segue monitorada, mas o foco agora está em outras estratégias.
As autoridades destacam que a colaboração entre diferentes órgãos é essencial para ampliar o alcance das buscas. Apesar dos esforços, o desafio permanece, e a comunidade aguarda por notícias que possam trazer algum alívio.
Caso do primo encontrado
O menino **Anderson Kauã**, primo de Ágatha e Allan, foi encontrado no dia 7 de janeiro, três dias após desaparecer junto com as crianças. Ele passou por internação após perder cerca de **10 kg** e recebeu alta recentemente. Anderson teve permissão para colaborar com as autoridades, ajudando a identificar o trajeto que realizou na mata com os primos.
O relato do menino tem sido crucial para direcionar as buscas, mas ainda não foi suficiente para localizar Ágatha e Allan. A família de Anderson segue em alerta, torcendo para que os primos também sejam encontrados com vida.
Agora, a expectativa é que novas informações surjam a partir de depoimentos e análises das áreas já percorridas. A comunidade mantém a esperança, enquanto as buscas seguem como prioridade absoluta.





