Câmeras flagram professora agredind0 menina de 2 anos em escola do RS; o que ela faz em seguida ch0ca até os pais… Ver mais
Uma nova denúncia de violência em uma creche do Rio Grande do Sul está causando indignação. Câmeras de segurança instaladas em uma escola municipal de Paraí, na Serra Gaúcha, registraram o momento em que uma educadora agride uma menina de 2 anos dentro da sala de aula. O caso, revelado em novembro, teria acontecido ainda em agosto de 2025 e é o segundo episódio de agressão confirmado na mesma instituição neste ano.
Nas imagens, é possível ver a profissional puxando a criança com força e, em seguida, puxando o cabelo de outra aluna. A família da menina foi comunicada sobre o ocorrido apenas semanas depois, após a prefeitura iniciar uma revisão de gravações das câmeras. A demora gerou revolta e acusações de omissão por parte da direção e do poder público.
Segundo o pai da menina, a agressão foi identificada durante a análise de vídeos feita pela própria administração municipal. Ele contou que ficou sabendo do caso somente após o gabinete do prefeito entrar em contato. “Foi um mês de silêncio da escola e da prefeitura. Só depois da denúncia o caso veio à tona”, relatou.
A menina, hoje com quase três anos, ainda frequenta a mesma escola, mas segundo a família, apresenta mudanças de comportamento e está em acompanhamento psicológico. “Ela voltou a ter medo e chora quando falamos em aula. É doloroso como pai ver o que aconteceu”, disse o pai.

Mesmo local já teve outro caso de agressão infantil
O episódio reacende a preocupação com a segurança de crianças nas creches da cidade. Em abril deste ano, duas cuidadoras da mesma escola foram flagradas agredindo um menino de 1 ano e 8 meses. As duas foram indiciadas e denunciadas pelo Ministério Público por tortura qualificada, já que o crime foi cometido por servidoras públicas e resultou em lesão corporal.
Na época, a investigação concluiu que as agressões incluíam empurrões e castigos físicos, o que levou o MP a pedir o afastamento imediato das envolvidas. A Justiça aceitou a denúncia, e as duas educadoras já respondem a processo criminal. O caso anterior motivou a instalação de câmeras em todas as salas e áreas comuns das escolas municipais.
Foi justamente a revisão dessas imagens que permitiu descobrir o novo episódio de violência, envolvendo a menina de 2 anos. Ainda assim, a família afirma que houve omissão inicial da direção da creche, que não comunicou os responsáveis de forma imediata.
O boletim de ocorrência só foi registrado em 11 de setembro, mais de um mês após o fato. Segundo o pai, a prefeitura havia orientado os pais a não procurarem a polícia, sob o argumento de que o caso seria resolvido internamente.
Educadora foi afastada e pode ser exonerada
A Prefeitura de Paraí informou que adotou o mesmo protocolo do caso anterior: a servidora foi afastada no mesmo dia em que as imagens chegaram ao conhecimento da administração municipal. Um processo administrativo foi aberto em agosto e concluído em outubro. De acordo com nota oficial, a exoneração da educadora ainda está em análise.
O município afirmou que vem investindo em medidas de monitoramento e controle para evitar novos episódios. Foram instaladas 60 câmeras em duas escolas e criado um centro de monitoramento que acompanha as gravações em tempo real, das 6h às 18h.
Apesar das ações, pais de alunos cobram transparência e rigor nas punições. Eles defendem que a presença de câmeras deve vir acompanhada de protocolos claros e acompanhamento psicológico para as crianças envolvidas.
Enquanto a investigação prossegue, a família da menina promete buscar justiça. “Não quero vingança, quero que ninguém mais passe por isso. A escola precisa ser um lugar seguro, e não um lugar de medo”, desabafou o pai da vítima.





