A Morte do Cão Orelha Revoltou a Cidade, Mas Nova Perícia Mudou a Investigação… Ver mais
O Ministério Público de Santa Catarina pediu à Justiça o arquivamento das investigações sobre a morte do cão Orelha, animal comunitário que vivia há pelo menos dez anos na Praia Brava e era cuidado por moradores da região.
O caso ganhou grande repercussão no começo de janeiro de 2026, quando Orelha apareceu ferido, foi resgatado e morreu em uma clínica veterinária. Depois disso, mensagens e publicações nas redes sociais levantaram suspeitas contra quatro adolescentes.
Com a comoção popular, a polícia iniciou a apuração e passou a investigar os jovens. Agora, porém, a promotoria concluiu que não há provas suficientes de que o cão tenha sido agredido, mudando o rumo do caso.
Contradições marcaram a investigação
Um dos pontos analisados foi o relatório veterinário feito 11 dias depois, a pedido da polícia. No documento, o profissional descreveu uma lesão grave na cabeça do animal, principalmente na região da face esquerda.
No entanto, uma foto feita logo após a morte de Orelha mostrava o cão sem ferimentos aparentes. Para o Ministério Público, essa diferença ajudou a enfraquecer a hipótese de agressão comprovada contra o animal.
A promotoria também avaliou que alguns depoimentos podem ter sido influenciados pela grande repercussão do caso. Segundo o MP, as declarações foram tomadas sob forte pressão emocional e social, dias depois do atendimento inicial.
Nova perícia mudou rumo do caso
Ao final da investigação policial, apenas um adolescente de 15 anos continuou apontado como suspeito. A internação dele chegou a ser solicitada, mas foi negada pela Justiça durante a análise do caso.
A polícia havia indicado que imagens mostravam o jovem e o cão na praia ao mesmo tempo. Porém, uma nova perícia identificou erro no horário das câmeras, alterando a interpretação inicial dos registros.
Com a correção dos horários, os promotores concluíram que o adolescente e Orelha não estavam no mesmo local. Por isso, o MP pediu o arquivamento das investigações, encerrando uma apuração marcada por comoção, dúvidas e forte cobrança pública.





