Notícia

Caso Catarina Kasten: laudo aponta causa da m0rte de mulher que fazia trilha em SC: “Foi e…Ver mais

Uma mulher de 31 anos foi brutalmente assassinada enquanto seguia para uma atividade rotineira na capital catarinense. A tragédia, que causou comoção em todo o estado, agora ganha novos contornos com a divulgação de detalhes técnicos da investigação.

O laudo pericial confirmou a causa da morte como asfixia por estrangulamento e trouxe à tona a suspeita de violência sexual, reforçando a gravidade do crime que chocou a comunidade. O suspeito, um jovem de 21 anos, encontra-se preso preventivamente após confessar os atos.

Com a repercussão nacional e o envolvimento de diferentes órgãos investigativos, o caso vai além de um crime isolado, levantando discussões sobre segurança, justiça e a urgência no combate à violência contra mulheres.

Laudo pericial revela detalhes e reforça suspeitas de feminicídio

A Polícia Científica divulgou que a morte da professora e estudante universitária ocorreu por asfixia mecânica, resultado de um estrangulamento realizado com o uso de um cadarço. A brutalidade do ato chamou atenção não apenas pela forma como foi cometido, mas pelos indícios de agressão sexual também encontrados no corpo da vítima. Esses elementos reforçam o caráter hediondo do crime, configurando-o como feminicídio qualificado.

O suspeito, Giovane Correa Mayer, confessou à polícia que abordou a vítima na trilha do Matadeiro, em Florianópolis, e cometeu os crimes em plena luz do dia. A motivação ainda é analisada, mas o grau de violência deixa claro que houve premeditação e completa desumanização do ato.

Diante das evidências e da confissão, a Justiça decretou a prisão preventiva do acusado, que agora será indiciado por estupro e feminicídio. A Promotoria do Tribunal do Júri de Florianópolis aguarda o encerramento do inquérito para apresentar a denúncia formal.

Enquanto isso, cresce a pressão da sociedade por justiça célere e exemplar. Movimentos sociais e a comunidade acadêmica se manifestaram com veemência, pedindo rigor e medidas concretas para que crimes assim não se repitam.

Comunidade universitária e sociedade civil reagem com indignação

Catarina Kasten era uma figura respeitada dentro da Universidade Federal de Santa Catarina. Professora de inglês e aluna de pós-graduação, ela tinha uma trajetória marcada pelo compromisso acadêmico e pela busca constante por conhecimento. Sua morte abalou profundamente colegas, professores e alunos da instituição.

A UFSC divulgou uma nota oficial lamentando a perda e repudiando qualquer forma de violência de gênero. A universidade também organizou um ato público em memória de Catarina, que ocorreu nas proximidades da trilha onde ela foi assassinada. O evento reuniu dezenas de pessoas em um momento de luto, protesto e solidariedade.

Além da homenagem, o ato serviu como plataforma de denúncia. Participantes cobraram das autoridades municipais e estaduais ações efetivas para garantir a segurança de mulheres em locais públicos, especialmente em áreas isoladas como trilhas e parques naturais.

A dor da comunidade também ecoou nas redes sociais, onde amigos e alunos compartilharam mensagens de pesar e lembranças da jovem, que sonhava em seguir carreira acadêmica no doutorado. A ausência deixada por Catarina reforça o impacto social desse tipo de violência.

Suspeito pode estar ligado a outro caso de estupro em 2022

O avanço das investigações revelou um novo desdobramento. A Polícia Civil anunciou que irá reabrir um caso de estupro ocorrido em 2022, após identificar semelhanças entre os crimes. O caso envolve uma idosa de 69 anos, atacada dentro de casa em circunstâncias ainda pouco esclarecidas.

Com a prisão de Giovane, as autoridades decidiram cruzar dados genéticos e relatos das vítimas para buscar ligações concretas entre os dois episódios. Se confirmada a relação, o histórico criminal do suspeito pode se agravar ainda mais, fortalecendo a tese de um comportamento reincidente.

Essa nova frente de investigação indica uma possível falha anterior na identificação do autor daquele crime, levantando questionamentos sobre os protocolos de apuração e sobre como esses erros podem contribuir para a repetição de tragédias.

O Ministério Público segue acompanhando de perto todos os desdobramentos e deverá incluir eventuais novas acusações no processo já em curso. A expectativa da sociedade é por respostas rápidas e punição rigorosa, para que vítimas anteriores também tenham justiça.

Artigos relacionados

Botão Voltar ao topo