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Após dias na m4ta, menino achado sem r0upa revela o que aconteceu com os primos: ‘Eles foram para a c…’ Ver Mais

A Polícia Civil do Maranhão (PCMA) concentra suas investigações na hipótese de que Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, desaparecidos desde janeiro, tenham se perdido ao adentrar uma área de mata. O caso, que segue sem solução, tem mobilizado equipes de busca e chamado atenção em todo o estado.

Área de mata fechada dificulta buscas em Bacabal

A principal linha de investigação foi reforçada pelo depoimento de Anderson Kauan, de 8 anos, primo das crianças desaparecidas e único localizado até agora. Ele relatou que o grupo se desorientou ao entrar na mata enquanto procuravam um pé de maracujá. Anderson foi encontrado dias depois, a cerca de 4 quilômetros do ponto inicial, em estado de exaustão.

As buscas têm enfrentado desafios devido à vegetação densa e ao terreno acidentado. O trabalho dos socorristas cobre cerca de 3,2 mil quilômetros quadrados, divididos em 45 setores. A área é extensa e de difícil acesso, o que tem retardado o avanço das operações.

Outras hipóteses, como sequestro ou violência sexual, foram descartadas a partir de exames periciais realizados em Anderson. A polícia não encontrou indícios que sustentem essas possibilidades e mantém o foco na teoria de que as crianças se perderam na mata.

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Descrição de ‘casa caída’ ajudou polícia a localizar local

Anderson mencionou em seu depoimento que o grupo encontrou uma estrutura abandonada, descrita como uma “casa caída”. Segundo ele, o local tinha objetos antigos, como cadeiras e um colchão em mau estado. Essa descrição foi crucial para que as equipes de segurança encontrassem o ponto exato onde as crianças estiveram.

Cães farejadores confirmaram a presença das crianças no local, fortalecendo a linha de investigação de que elas circularam pela área antes do desaparecimento. A estrutura, no entanto, estava muito deteriorada, o que teria obrigado o grupo a passar a noite ao lado de uma árvore.

Foi durante essa noite que ocorreu a separação entre Anderson e seus primos. Segundo o menino, Ágatha e Allan estavam visivelmente exaustos e decidiram seguir adiante pela mata, enquanto ele permaneceu no local. Esse relato ainda não foi totalmente esclarecido, já que Anderson apresenta lapsos de memória.

Desafios na reconstrução dos fatos

O delegado Edson Martins destacou que Anderson Kauan tem dificuldades para reconstruir toda a sequência dos eventos. O menino apresenta falhas de memória que comprometem a precisão sobre trajetos e horários. “Há momentos em que ele não consegue identificar exatamente onde estava na mata”, afirmou a autoridade.

As buscas continuam intensas, mas até o momento não há novas pistas sobre o paradeiro de Ágatha e Allan. A comunidade local segue mobilizada e esperançosa por um desfecho positivo. Enquanto isso, a polícia mantém todas as possibilidades sob análise, embora a principal linha de investigação permaneça focada na hipótese de desorientação na mata.

O caso tem gerado comoção e alertado para os riscos de crianças circularem em áreas isoladas. A Polícia Civil reforça a importância de supervisão e cuidados ao permitir que menores explorem ambientes desprotegidos, especialmente em regiões com vasta vegetação.

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