Descanse em paz MINHA filha! Menina m0rre após pai pegar sua p…Ver mais
A madrugada de domingo, 14 de julho, ficará marcada para sempre na memória dos moradores de Bragança Paulista.
A cidade acordou em choque após a morte de Jéssica, uma menina de apenas nove anos que perdeu a vida dentro de sua própria casa, em um episódio que evidenciou os perigos invisíveis da negligência com armas de fogo.
Segundo a investigação inicial, a criança dormia quando foi atingida por um disparo acidental de um revólver calibre .38 pertencente ao pai, Alexandre Lara de Arruda Penteado, de 53 anos.
A arma estava escondida dentro de um edredom, improvisado como “proteção”, e guardada no alto de um armário sem qualquer dispositivo de segurança.
Durante a madrugada, esse edredom caiu — e com ele, o revólver. O impacto foi suficiente para provocar o disparo involuntário, que atingiu a cabeça da menina enquanto ela dormia. Jéssica chegou a ser socorrida com vida, mas não resistiu aos ferimentos.
A notícia rapidamente se espalhou, provocando comoção e levantando novamente um debate nacional sobre os riscos da posse irresponsável de armas em ambientes domésticos.

Luto coletivo e a prisão do pai em meio ao desespero
A tragédia provocou forte comoção na escola onde Jéssica estudava. Professores e colegas lembraram a menina como alguém sempre alegre, sonhadora e carinhosa. A comunidade escolar se mobilizou e preparou uma homenagem com flores, mensagens e orações.
Uma de suas professoras descreveu a dor coletiva com emoção: “Era uma menina especial, doce e cheia de vida. A perda é devastadora.”
Enquanto a família enfrentava o luto, o pai da criança foi preso em flagrante por posse ilegal de arma de fogo. O revólver não tinha registro, e Alexandre declarou que mantinha o objeto em casa por medo de assaltos, embora não tivesse treinamento para manuseá-lo.
A Polícia Civil agora avalia incluir a acusação de homicídio culposo — quando não há intenção de matar — com pena que pode chegar a três anos, podendo aumentar devido à negligência envolvida na forma como a arma era armazenada.
A mãe de Jéssica, profundamente abalada, fez um apelo emocionado: “Minha filha era tudo para mim. Que ninguém mais passe por essa dor. Pensem antes de ter uma arma em casa.”
Um caso que reacende o alerta sobre armas e negligência
Especialistas em segurança pública afirmam que episódios como esse têm se tornado mais frequentes e representam um alerta urgente para políticas públicas mais firmes.
A recomendação é clara: armas nunca devem ser mantidas carregadas, expostas ou improvisadamente escondidas.
Profissionais reforçam que a guarda segura exige cofres específicos, travas, munição separada e, sobretudo, treinamento adequado. Em casas com crianças, a regra é ainda mais rígida: não basta esconder, é preciso garantir impossibilidade total de acesso.
A morte de Jéssica redefine esse debate de forma dolorosa, expondo como pequenas falhas podem resultar em tragédias irreversíveis. A discussão sobre posse e responsabilidade ganha força, trazendo à tona a necessidade de campanhas educativas permanentes e de um olhar mais atento da sociedade para os riscos dentro de casa.
Agora, a memória da menina carrega um apelo nacional pela prevenção, pela prudência e pela conscientização. Sua história, marcada pela negligência, transforma-se em um alerta contundente para que novas vidas não se percam da mesma forma.





