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[DESCANSE EM PAZ, MIGUEL] Pai, tira a vid4 do filho e o post que fez antes é de cortar o coração… Ver mais

Uma imagem vale mais que mil palavras, diz o ditado. Para Thales Naves Alves Machado, secretário de Governo de Itumbiara (GO), a imagem que ele projetava era a de um pai de família exemplar. Apenas um dia antes da tragédia que paralisou a cidade, ele usou a tecnologia para criar uma foto idílica, postando em suas redes sociais:

‘Minha vida’, ao lado da imagem gerada por inteligência artificial de sua família. Em outra postagem, a frase que hoje soa como uma terrível ironia: ‘Família é o bem mais importante da vida’.

Mal sabiam seus amigos, colegas e seguidores que, por trás dos sorrisos digitais e das declarações de amor, uma escuridão profunda estava prestes a consumir tudo, transformando o lar em um cenário de horror indescritível.

O Rastro de Sangue e Dor no Coração do Poder

A manhã de quinta-feira rompeu em Itumbiara não com a normalidade de um dia de trabalho, mas com o som de sirenes e o peso de uma notícia inacreditável. O secretário Thales, o mesmo homem que celebrava a família, tornou-se o autor de uma carnificina.

Dentro de sua própria casa, ele atirou a sangue frio contra seus dois filhos. O mais velho, o pequeno Miguel, não resistiu e teve sua vida ceifada pelas mãos do próprio pai. O filho mais novo, um guerreiro, foi atingido e segue internado em estado gravíssimo, lutando pela vida. Após cometer o ato brutal, Thales tirou a própria vida, deixando para trás um rastro de sangue, dor e perguntas.

A tragédia ganha contornos ainda mais chocantes ao se revelar que Thales era genro do prefeito da cidade, Dione Araújo. O crime não era apenas uma tragédia familiar; era uma ferida aberta no coração do poder político local, forçando a prefeitura a decretar um luto oficial de três dias que mal consegue expressar a dimensão da dor.

Silêncio, Luto e uma Pergunta que Não Quer Calar: Por Quê?

Enquanto os corpos eram liberados pela Polícia Científica na madrugada, a cidade mergulhava em um estado de choque e perplexidade. O prefeito, sogro do autor do crime e avô das vítimas, ainda não se pronunciou publicamente, imerso em uma dor que ninguém ousa imaginar.

Até o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, manifestou seu pesar, afirmando que a notícia ‘coloca todo o nosso Estado de luto’. O Grupo de Investigação de Homicídios agora tem a difícil tarefa de montar o quebra-cabeça de uma mente que se partiu.

O que pode levar um pai, um homem público com uma posição de destaque, a destruir seu bem mais precioso, como ele mesmo dizia? Enquanto o segundo menino luta para sobreviver, uma pergunta ecoa pelas ruas silenciosas de Itumbiara e por todo o Brasil: por quê? Uma resposta que, talvez, tenha sido enterrada para sempre junto com o homem que um dia chamou aqueles meninos de ‘minha vida’.

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