Enquanto vítim4 s0fre, Robinho recebe benefício na prisão e sua pena acaba de ser… Ver Mais
A Justiça de São Paulo decidiu reduzir em 160 dias a pena do ex-jogador Robinho, condenado a nove anos de prisão por estupro na Itália. A decisão foi publicada oficialmente nesta quarta-feira (14), e o jogador cumpre pena no Centro de Ressocialização de Limeira, no interior paulista.
Detalhes da decisão
O pedido de redução de pena foi feito pela defesa de Robinho no último dia 7 de janeiro. De acordo com o advogado do jogador, a redução foi conquistada por meio de trabalho e estudos realizados durante o cumprimento da sentença, conforme prevê a Lei de Execução Penal.
O magistrado responsável pela decisão afirmou que os 160 dias foram remidos devido às atividades desenvolvidas por Robinho na prisão. A defesa ainda não elaborou um cálculo atualizado da pena, e o processo continua em segredo de Justiça.

Esta não é a primeira vez que Robinho consegue redução de pena. Em 2025, quando estava preso em Tremembé, a Justiça já havia concedido uma diminuição de pena com base em cursos e leituras realizados pelo ex-jogador.
Vida no presídio
O Centro de Ressocialização de Limeira foi inaugurado em 2001 e é conhecido por abrigar réus primários com penas menores de dez anos e sem ligação com facções criminosas. Atualmente, a unidade conta com 119 presos no regime fechado e 139 no semiaberto.
Robinho foi transferido para Limeira em novembro, após pedido de sua defesa. De acordo com especialistas, o local é considerado mais tranquilo e com melhor estrutura em comparação a outras unidades prisionais. A maioria dos presos vem de cidades próximas, em um raio de até dez quilômetros.
A unidade é conhecida por oferecer mais vagas de trabalho e selecionar os detentos que ali cumprem pena. Segundo o especialista consultado pelo g1, trata-se de um ambiente menos superlotado e com mais organização, o que facilita a ressocialização.
Atividades dentro do CR
Uma das principais atividades realizadas pelos detentos no CR de Limeira é a produção de alimentos em uma horta de 6,5 mil metros quadrados. Lá, os presos cultivam maracujá, couve, abacaxi e outras verduras, que são usadas nas refeições internas e também doadas à comunidade.
Além da horta, a unidade possui um pomar com mudas de abacate, mamão e frutas cítricas. Em 2023, o CR doou uma tonelada de milho-verde e batata-doce para o banco de alimentos da prefeitura local, contribuindo para a comunidade e incentivando o trabalho dos detentos.
Essas atividades fazem parte da rotina de Robinho na prisão. Segundo especialistas, além de ajudar na reinserção social, elas também contribuem para a redução de pena, conforme previsto na legislação brasileira.





