Ele Ignorou Uma Coceira no Olho, Achou que Era Conjuntivite, Mas Era Um Paras!ta Que Estava Com… Ver Mais
Um simples hábito diário está chamando a atenção de especialistas em saúde ocular. Casos de ceratite por acantamoeba, infecção rara causada por parasitas presentes na água e no solo, têm sido reportados com preocupação crescente. A situação ganha ainda mais relevância por afetar principalmente quem usa lentes de contato.
A ceratite por acantamoeba pode causar sintomas graves, como dor intensa e sensibilidade à luz, podendo levar até à perda permanente da visão quando não tratada adequadamente. O diagnóstico precoce é crucial, mas muitas vezes a doença é confundida com outras condições, como conjuntivite ou herpes ocular, complicando o tratamento.
Médicos alertam para a importância de redobrar os cuidados com as lentes de contato. Hábitos aparentemente inofensivos, como usar as lentes durante o banho ou na piscina, têm sido apontados como principais fatores de risco. A limpeza inadequada das lentes também aumenta significativamente a chance de infecção.
Entenda o perigo
A acantamoeba é um parasita microscópico encontrado em ambientes aquáticos, como torneiras, piscinas e até mesmo na água mineral. Quando entra em contato com os olhos através das lentes, pode causar uma infecção grave. O problema é que o diagnóstico nem sempre é rápido, o que permite que o parasita se desenvolva.
Os sintomas iniciais incluem vermelhidão, dor ocular e visão turva, mas podem evoluir para complicações sérias se não tratados a tempo. Em casos extremos, o tratamento pode levar meses ou até anos, com a possibilidade de ser necessário um transplante de córnea para restaurar a visão.
Profissionais reforçam que o cuidado preventivo é fundamental. Usar lentes de contato em contato com água é um risco que pode ser evitado com medidas simples e atenção redobrada à limpeza das lentes.
Como se proteger
A prevenção da ceratite por acantamoeba começa com a eliminação de práticas de risco. Evitar o uso de lentes de contato em contato com água é a primeira medida essencial. Isso inclui banho, natação e até mesmo lavar o rosto com as lentes colocadas.
A higienização correta das lentes também é crucial. Utilizar soluções específicas e nunca reutilizar o líquido do estojo são práticas que ajudam a prevenir a infecção. Manter o estojo sempre limpo e trocá-lo regularmente também faz parte dos cuidados necessários.
Por fim, ao sentir qualquer sintoma que persista por mais de dois dias, é fundamental buscar ajuda de um oftalmologista. O diagnóstico precoce aumenta as chances de sucesso no tratamento e evita complicações mais graves. A saúde ocular exige atenção e cuidado, e pequenos ajustes no dia a dia podem fazer toda a diferença.





