Jorge Messias quebra o silêncio após derrota histórica no Senado e cita Lula “Seu L… Ver Mais
A derrota de Jorge Messias no Senado caiu como uma bomba em Brasília. Indicado pelo presidente Lula para uma vaga no Supremo Tribunal Federal, o advogado-geral da União viu seu nome ser rejeitado por 42 votos contrários e 34 favoráveis, em votação secreta no plenário.
O resultado marcou um episódio raro na política brasileira. Segundo a AP, foi a primeira rejeição de um indicado ao STF em 132 anos. Para Lula, a votação representou uma derrota pesada em meio a um ambiente de tensão crescente com o Congresso.
Horas depois, Messias usou as redes sociais e citou uma frase famosa de Darcy Ribeiro sobre fracassos e vitórias. A publicação foi interpretada por aliados como um recado após meses de desgaste, articulações frustradas e uma disputa que ultrapassou os limites da sabatina.
A frase que incendiou os bastidores depois da votação
A indicação de Messias havia sido aprovada antes na Comissão de Constituição e Justiça, mas não resistiu ao plenário. Para chegar ao Supremo, ele precisava de ao menos 41 votos favoráveis. Recebeu apenas 34, enquanto 42 senadores votaram contra.
Nos bastidores, a derrota foi atribuída a uma combinação de fatores: resistência de parte da oposição, insatisfação de grupos no Senado e disputa política em torno da vaga aberta no STF. A Reuters registrou que Davi Alcolumbre preferia outro nome para o posto.
Depois do resultado, Messias agradeceu manifestações de apoio e afirmou ter “lutado o bom combate”. A fala deu o tom de despedida para alguns aliados, embora qualquer saída da AGU dependa de confirmação oficial. O clima, no entanto, ficou claramente abalado.
A derrota que pode mudar os próximos passos do governo
A rejeição também colocou Lula diante de uma nova escolha para o Supremo. Com o Senado impondo uma derrota expressiva, o próximo nome terá de enfrentar um ambiente político ainda mais sensível, marcado por cobranças, recados e articulações de alto risco.
A oposição comemorou o resultado como uma resposta política. Já aliados do governo viram a votação como uma demonstração de força do Senado e um alerta sobre a dificuldade de construir maioria em pautas decisivas, especialmente em ano eleitoral.
No centro de tudo, Messias saiu da disputa com uma frase de efeito e uma derrota histórica nas costas. Brasília agora observa se ele permanecerá na AGU ou se dará um passo para trás. O fato é que a votação deixou marcas profundas no governo.





