Jovem de 26 Anos M0rre Após Turno de 13 Horas, a Última Mensagem Que Ele Mandou Foi… Ver Mais
A tragédia envolvendo Jeong Hyowon, um jovem de 26 anos que trabalhava na rede London Bagel Museum, trouxe à tona novamente o debate sobre as longas jornadas de trabalho na Coreia do Sul. Ele foi encontrado morto no dia 28 de outubro de 2025, após um turno que durou mais de 13 horas. Segundo familiares, Jeong havia começado o expediente às 9h da manhã e só sairia por volta da meia-noite.
Detalhes do caso
A autópsia realizada no corpo de Jeong descartou a possibilidade de doenças preexistentes, apontando a exaustão extrema como a provável causa da morte. Em uma mensagem enviada à namorada durante o turno, ele escreveu: “Desculpa não responder, ainda estou no trabalho.” O caso chamou a atenção de autoridades e especialistas, que discutem os impactos da cultura corporativa sul-coreana sobre a saúde dos trabalhadores.

O Partido da Justiça Coreano classificou o ocorrido como uma combinação de “excesso de trabalho crônico” com “sobrecarga aguda”. A empresa onde Jeong trabalhava negou qualquer responsabilidade direta, mas admitiu falhas no registro de ponto e confirmou que as jornadas ultrapassavam o limite considerado normal. A família do jovem agora busca o reconhecimento oficial da morte como um caso de 과로사 (morte por exaustão ocupacional).
Impacto na sociedade
O caso de Jeong Hyowon reacendeu a discussão sobre as longas jornadas de trabalho na Coreia do Sul, país conhecido por sua cultura corporativa intensa. Muitos trabalhadores enfrentam rotinas exaustivas, muitas vezes sem intervalos adequados ou compensação justa. Especialistas apontam que essa realidade tem levado a um aumento de casos de burnout e problemas de saúde relacionados ao estresse.
Para familiares e defensores dos direitos dos trabalhadores, a morte de Jeong é um exemplo claro das consequências devastadoras do excesso de trabalho. Eles argumentam que é necessária uma reforma urgente nas leis trabalhistas para proteger os funcionários e evitar tragédias como essa. O caso também levantou questões sobre a responsabilidade das empresas em garantir condições de trabalho seguras e humanas.
Reações e próximos passos
A empresa London Bagel Museum enfrenta críticas por não ter monitorado adequadamente a jornada de trabalho de Jeong. Apesar de negar culpa direta, a rede admitiu que houve falhas nos registros de ponto, o que pode indicar uma gestão inadequada das horas trabalhadas. A família do jovem continua lutando por justiça e pelo reconhecimento oficial da morte como ocupacional.
Autoridades e organizações de direitos trabalhistas têm pressionado por mudanças na legislação sul-coreana, buscando reduzir as jornadas e garantir mais direitos aos trabalhadores. O caso de Jeong Hyowon tornou-se um símbolo dessa luta, lembrando a todos sobre o perigo de ignorar os limites físicos e mentais no ambiente de trabalho.





