Malafaia perde a paciência e manda duro recado para Wagner Moura: ‘Vai morar em Cuba com o Lu…’ Ler mais
O pastor Silas Malafaia se manifestou publicamente nesta segunda-feira (12/1) para criticar o ator Wagner Moura após declarações feitas pelo artista durante o Globo de Ouro de 2026. A controvérsia começou após Moura chamar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de fascista em uma coletiva de imprensa, realizada em Los Angeles, nos Estados Unidos.
Declarações polêmicas
Durante a premiação, Wagner Moura foi premiado como Melhor Ator de Drama pelo filme “O Agente Secreto”. Em sua fala, o ator afirmou que Bolsonaro representa uma manifestação física dos ecos da ditadura militar. Ele destacou a necessidade de continuar discutindo o tema, afirmando que a ditadura ainda é uma cicatriz aberta na sociedade brasileira.
Malafaia não demorou a responder. Em uma postagem na rede social X, o pastor chamou Moura de “artista cretino” e criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele ironizou o aumento salarial de professores e os investimentos em cultura, sugerindo que seriam estratégias de propaganda.

O pastor ainda sugeriu que Moura deveria morar em Cuba, em vez dos Estados Unidos, chamando-o de “esquerdista de araque”. As declarações de Malafaia geraram uma onda de discussões nas redes sociais, dividindo opiniões entre apoiadores e críticos.
Repercussão internacional
O filme “O Agente Secreto” foi bem recebido internacionalmente, conquistando não apenas o Globo de Ouro, mas também chamando a atenção para questões políticas brasileiras. O diretor Kleber Mendonça Filho, que também esteve presente na premiação, criticou Bolsonaro durante o evento, afirmando que o ex-presidente foi “epicamente irresponsável” ao liderar o país.
As críticas de Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho ecoaram além das fronteiras do Brasil. A mídia internacional destacou a premiação e as declarações dos artistas, gerando debates sobre a influência da política na cultura e no cinema.
O filme também recebeu apoio financeiro de governos estrangeiros, como França, Alemanha e Holanda, além de investimentos privados. A produção brasileira conseguiu captar cerca de R$ 14 milhões de fontes internacionais, consolidando-se como um projeto de alcance global.
Polêmicas sobre investimentos
As críticas de Malafaia também se estenderam ao uso de recursos públicos no financiamento do filme. “O Agente Secreto” recebeu R$ 7,5 milhões do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA) da Ancine, um investimento aprovado em fevereiro de 2024. A produção ainda tinha a possibilidade de captar mais R$ 4 milhões para distribuição, mas optou por não utilizar o recurso.
O pastor argumentou que os investimentos em cultura são uma forma de comprar consciência e promover propaganda governamental. Ele também destacou a diferença entre o aumento salarial de professores e os valores destinados à cultura, questionando as prioridades do governo Lula.
As declarações de Malafaia reacenderam o debate sobre o papel do Estado no financiamento de produções culturais. Enquanto alguns defendem a importância do apoio governamental, outros criticam o uso de recursos públicos em projetos que abordam temas políticos controversos.





