Mulher é atropelad4 por idoso bêbado na frente do marido e m0rre na hora; o corpo ficou em ped… Ver Mais
A morte de Daniela Muniz El Mouallem, de 44 anos, causou profunda comoção em Itajubá e entre ciclistas de toda a região sul de Minas Gerais. Conhecida por sua disciplina, sensibilidade e múltiplas paixões, Daniela representava muito mais do que uma atleta presente nas estradas; ela era mãe, esposa, advogada respeitada e estudante dedicada de medicina veterinária.
Na manhã de domingo, enquanto pedalava pela BR-459 ao lado do marido, Daniela foi atingida por um motorista embriagado, de 75 anos, que fugiu sem prestar socorro e acabou preso instantes depois pela Polícia Militar Rodoviária. O impacto foi fatal e transformou um treino matinal em uma perda irreparável para a família, amigos e comunidade esportiva.
Daniela pedalava há anos e era facilmente reconhecida pelos comprometimento e amor ao ciclismo. Companheiros de estrada afirmam que ela não apenas praticava o esporte, mas inspirava outras pessoas por sua disciplina e constância. Suas rotas eram frequentes, e muitos a viam como exemplo de dedicação à vida saudável.
A notícia da morte se espalhou rapidamente e trouxe à tona a revolta diante de mais um acidente causado pela combinação de direção e álcool, prática que continua retirando vidas e destruindo famílias no país.

Uma mulher que acumulava conquistas e inspirava respeito
Além de atleta, Daniela possuía uma trajetória sólida no Direito. Inscrita na OAB desde 2016, atuou como conselheira subseccional e fez parte da 23ª Subseção da OAB/MG entre 2022 e 2024. Colegas descrevem uma profissional ética, competente e admirada, alguém que conciliava firmeza técnica com postura humana e acolhedora.
A presidente da subseção, Eliza da Silva Pires, destacou o impacto da perda, lembrando que Daniela contribuía ativamente para a advocacia local. A nota lamentando a morte reforçou o reconhecimento da classe jurídica e a dor compartilhada diante da tragédia.
Daniela também construía um novo capítulo acadêmico ao cursar medicina veterinária no Centro Universitário de Itajubá. Professores e colegas afirmam que ela era dedicada, comprometida e movida pelo amor aos animais, carregando entusiasmo nas aulas e nos projetos.
O Centro Universitário lamentou oficialmente a morte, ressaltando que a presença dela deixava o ambiente mais leve e colaborativo, motivo pelo qual sua ausência será profundamente sentida.
O acidente que interrompeu uma história de afeto e determinação
O atropelamento aconteceu por volta das 9h, no km 164 da BR-459, sentido Piranguinho. Daniela pedalava pelo acostamento, ao lado do marido, que seguia poucos metros à frente e não presenciou o impacto. Quando o Samu e a Polícia Militar Rodoviária chegaram, a ciclista já estava sem vida.
O motorista fugiu logo após o atropelamento, mas foi localizado embriagado e preso em flagrante. A atitude reforçou a sensação de indignação entre familiares e amigos, pois Daniela seguia todas as recomendações de segurança, enquanto o risco veio justamente de alguém que descumpriu leis básicas de trânsito.
O corpo da ciclista foi velado na capela da Unifei e sepultado no dia seguinte no Cemitério Paroquial de Itajubá, em cerimônia marcada por forte comoção. Amigos, atletas e colegas de profissão se uniram em homenagens emocionadas.
A morte de Daniela reacende debates sobre segurança no ciclismo e a necessidade de medidas mais rígidas contra motoristas que dirigem alcoolizados, especialmente em rodovias onde o fluxo de ciclistas é frequente.





