PF estoura cativeiro do dinheiro e filmagens mostram mala com R$ 429 mil voando de prédio em… Ver Mais
Uma cena inacreditável parou a cidade de Balneário Camboriú, em Santa Catarina, nesta quarta-feira. Durante uma operação da Polícia Federal que investiga um rombo bilionário no dinheiro da aposentadoria, um dos investigados entrou em desespero e tomou uma atitude de cinema:
arremessou uma mala com R$ 429 mil em dinheiro vivo pela janela de seu apartamento de luxo. As notas de real voaram e se espalharam pela área externa do prédio, em uma verdadeira chuva de dinheiro que deixou vizinhos e os próprios policiais de queixo caído.
Um morador chegou a recolher parte do dinheiro, mas a polícia agiu rápido e recuperou cada centavo, que agora serve como prova de um esquema que pode ter desviado o dinheiro do seu futuro, do futuro de milhares de trabalhadores.
O Desespero do Poderoso: Carros de Luxo e Provas Destruídas
O homem por trás da chuva de dinheiro é ninguém menos que Deivis Marcon Antunes, o ex-presidente da Rioprevidência, o fundo que cuida da aposentadoria de servidores do Rio de Janeiro. Ele foi preso pela Polícia Federal, acusado de tentar atrapalhar as investigações de todas as formas.
Segundo os agentes, após a primeira fase da operação, ele iniciou uma verdadeira força-tarefa para esconder as provas do crime. Documentos sumiram, registros de câmeras de segurança foram apagados e, para completar, ele tentou esconder seu patrimônio.
A polícia apreendeu dois carros que valem uma fortuna, uma Porsche e uma BMW, que estavam em nome de outras pessoas para despistar as autoridades. É o retrato do luxo e da ostentação, possivelmente comprados com o dinheiro que deveria garantir um fim de vida digno para os aposentados.
O Golpe Bilionário: Como o Dinheiro da Sua Aposentadoria Foi Colocado em Risco
Mas afinal, de onde veio tanto dinheiro? A Operação Barco de Papel, como foi batizada, investiga investimentos de altíssimo risco feitos com o dinheiro público. A gestão de Deivis Antunes teria direcionado quase R$ 1 BILHÃO do fundo de previdência para papéis de um banco que mais tarde entrou em liquidação, o Banco Master.
Em outras palavras, eles pegaram o dinheiro seguro da aposentadoria e apostaram em um negócio arriscado, que não tinha sequer a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A Polícia Federal agora quer saber se essa decisão foi tomada por incompetência ou, o que é mais provável, para favorecer interesses particulares.
Enquanto os responsáveis pelo esquema viviam uma vida de luxo, o futuro de milhares de famílias era colocado em jogo. A investigação continua e a justiça precisa ser feita para proteger o suor de uma vida inteira de trabalho.





