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Ela Só Queria Ficar Mais Bonita, Mas Saiu da Clínica Sem Vid4 Após Ser Es… Ver mais

Marília Menezes Antunes, técnica em segurança do trabalho e mãe de um menino de 6 anos, buscou na lipoaspiração com enxertia um presente de aniversário e um impulso de autoestima. A rotina dividida entre família e trabalho sustentava o plano: realizar o procedimento, receber alta no mesmo dia e voltar para casa com tranquilidade renovada.

Cirurgia estética realizada em clínica de bairro terminou em tragédia
Horas após a internação em Campo Grande, zona oeste do Rio, parentes notaram uma movimentação atípica nos corredores. Enfermeiras subiram e desceram escadas às pressas, um pedido de ambulância foi feito por celular e, quando a porta da sala se abriu, a cena de reanimação já estava em curso.

Por 90 minutos, massagem cardíaca e choques tentaram recuperar o batimento. Às 19h27, a morte foi confirmada. A família relata falta de estrutura para emergência e diz ter ouvido do médico que “precisava de oxigênio”.

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Cronologia da emergência e falhas apontadas

O procedimento escolhido por Marília foi a lipoenxertia: retirar gordura do próprio corpo para enxertar nos glúteos. O atestado de óbito registrou broncoaspiração e parada cardiorrespiratória. Já o laudo do IML indicou perfuração abdominal e hemorragia interna, sinais compatíveis com lesão por cânula durante a lipoaspiração. Enquanto a família acusa improviso e desespero, o médico afirma não saber o que saiu do previsto.

Relatos colhidos pela polícia descrevem equipe reduzida e ausência de anestesista. Segundo os investigadores, a oferta de “pacote” sem o especialista seria mais barata, deixando ao paciente a escolha entre pagar menos ou contratar o profissional. A Vigilância Sanitária interditou o centro cirúrgico após encontrar medicamentos vencidos e produtos sem identificação. Duas gestoras foram presas em flagrante e liberadas mediante fiança, respondendo por crimes contra a relação de consumo.

Casos anteriores reforçaram a desconfiança da família: o mesmo médico responde a múltiplas ações e já foi condenado por homicídio culposo em 2008, em óbito com dinâmica semelhante. Pacientes relataram triagens virtuais com envio de fotos, sem consulta presencial, e queixas de dor intensa durante hidrolipo, sugerindo falhas na analgesia.

Quando o barato sai caro, o risco sobe

O que a investigação busca responder

A Delegacia do Consumidor apura quais protocolos foram seguidos, quem autorizou o procedimento sem anestesista, por que a resposta à emergência teria sido tardia e se houve comunicação transparente de riscos. A defesa do médico não foi localizada. O Conselho de Medicina abriu sindicância sob sigilo, e a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica informou que o profissional não integra seus quadros.

Para além de punições individuais, o caso recoloca no debate público a oferta de cirurgias eletivas com baixo custo e alto risco em estruturas deficientes. A família, mergulhada no luto, pede respostas objetivas: onde falhou a linha de cuidado, quem assumirá responsabilidade e como evitar que outras mulheres transformem um sonho de autoestima em irreparável perda.

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