Sogro Que Deu Chibatadas Em Genro Que Estava Batend0 Em Sua Filha Tem Destino Decido “Ele Será… Ver Mais
Numa pequena cidade do interior da Bahia, a tranquilidade foi quebrada por um ato de desespero e fúria paternal. Um homem, um trabalhador honesto que criou sua filha ‘nos braços de amor’, descobriu o pesadelo que se passava dentro de casa: seu genro, o homem a quem confiou seu bem mais precioso, estava agredindo a jovem, que carregava no ventre sua neta.
A notícia de que a filha apanhava ‘umas três vezes’, somada à humilhação de saber que o agressor mantinha uma amante e ainda roubava o dinheiro guardado para o enxoval do bebê, foi a gota d’água. A dor se transformou em um plano, uma ‘lição’ que o genro jamais esqueceria.
‘Fiz Ele Sentir a Dor Dela’: As Palavras do Sogro que Calaram o Tribunal
Levado para uma roça deserta, o genro foi confrontado. Ali, a justiça dos homens deu lugar à lei de um pai ferido. Com as mãos amarradas e deitado no chão, o agressor sentiu na pele a dor que infligia. O sogro não negou os fatos no tribunal.
Pelo contrário, com uma honestidade brutal, admitiu tudo. ‘Com a licença da palavra, senhoras e senhores, eu preparei um chicote de amansar burro. Pra que eu vou negar? Não vou negar de jeito nenhum, se foi a verdade.’ Ele confessou ter usado o chicote e até uma faca de açougue para ameaçar, mas sua defesa foi simples e poderosa: a intenção era fazer o genro ‘sentir a dor que ela sentiu’, e não matar.
‘Se eu tivesse intenção de matar ele, onde ele tava essas horas? Eu ia matar lá mesmo na estrada. Não tinha esse dilema todo, não’, disse ele, olhando nos olhos dos jurados.
Justiça ou Vingança? A Decisão do Júri que Fez o Brasil Debater
O Ministério Público pediu a condenação por tentativa de homicídio, sequestro e porte ilegal de arma. A promotoria pintou um quadro de vingança cruel, de um homem que se tornou um monstro para punir outro.
Mas os jurados, pessoas comuns, pais e mães de família, ouviram algo diferente. Eles ouviram a voz de um pai desesperado, que agiu não por maldade, mas por um amor protetor que ultrapassou os limites da lei. Em uma decisão que ecoou por todo o país, o conselho de sentença absolveu o sogro de todas as acusações.
A justiça oficial pode não ter sido feita, mas para os sete jurados, e para muitos que acompanharam o caso, uma outra forma de justiça, mais antiga e visceral, havia prevalecido.
Ao sair livre, o sogro deixou uma última promessa no ar, um aviso ao genro que serve de lição: ‘enquanto eu viver, e eu souber que tu tá batendo na minha filha…’. A frase, deixada em aberto, carrega o peso de uma promessa que nenhum tribunal pode revogar.





