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Só Veja se Tiver Estômag0! Laudo revela detalhes da c0vardia com o cão Orelha ‘Eles quebr… Veja Mais

Um laudo veterinário obtido pelo portal BacciNotícias nesta quarta-feira (28) traz detalhes sobre a morte de Cão Orelha, mascote da Praia Brava, em Florianópolis (SC). O documento aponta lesões graves na cabeça como principal causa do óbito, após supostos maus-tratos cometidos por adolescentes. A tragédia mobilizou moradores e levantou questões legais sobre as punições aplicáveis aos envolvidos.

Laudo revela motivo da morte

O laudo aponta que Orelha sofria de um inchaço grave na lateral esquerda da face e possíveis fraturas na mandíbula e no maxilar. Esse tipo de lesão pode levar a complicações sérias, especialmente em animais domésticos. Além disso, o cachorro apresentava sinais de ataxia generalizada, um distúrbio neurológico que afeta a coordenação motora.

Outros sintomas incluíam falta de ar e bradicardia, uma arritmia cardíaca caracterizada por batimentos lentos. Esses fatores, somados às lesões físicas, foram determinantes para o desfecho fatal. A gravidade das condições tornou impossível a sobrevivência do animal. A situação deixou a comunidade em estado de comoção.

Estudos veterinários ressaltam que lesões traumáticas na cabeça podem comprometer funções vitais em animais. A falta de tratamento imediato pode acelerar o agravamento do quadro clínico. No caso de Orelha, a ausência de socorro pode ter sido um fator decisivo para o resultado trágico.

Ato Infracional e o ECA

Os adolescentes envolvidos no caso não serão tratados como adultos perante a lei. De acordo com a especialista em Direito Criminal Silvana Campos, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê que menores de 18 anos cometem ato infracional, não crime. Essa diferenciação é crucial para determinar as consequências legais.

Caso seja comprovada a prática de maus-tratos contra Orelha, o caso será tratado como ato infracional análogo ao crime de maus-tratos a animais de forma qualificada. A punição pode incluir medidas socioeducativas, que variam de acordo com a gravidade do ato. A legislação busca equilibrar responsabilidade e proteção aos jovens.

O caso ainda está sob investigação, e as autoridades devem avaliar todas as evidências antes de aplicar as medidas cabíveis. A comunidade local acompanha o desfecho com expectativa, buscando justiça para o animal que era querido por todos. A ação dos adolescentes pode ter impacto não apenas jurídico, mas também social.

Quem era Orelha?

Orelha era um dos cães comunitários da Praia Brava, conhecido por sua presença marcante e afeto com os moradores. Ele dividia espaço com outros animais em casinhas específicas construídas pelos residentes. Esse cuidado coletivo é uma tradição do bairro, que valoriza a convivência harmoniosa com os pets.

Diariamente, o aposentado Mário Rogério Prestes se responsabilizava pela alimentação e cuidados dos animais. Segundo ele, Orelha era parte da rotina local e tinha uma relação próxima com quem circulava pela região. A empresária Antônia Souza, tutora da cadela Cristal, destacou os encontros frequentes entre os animais.

Em nota, a Associação de Moradores da Praia Brava reconheceu o papel afetivo de Orelha. O comunicado destacou que ele foi símbolo de convivência e cuidado coletivo por muitos anos. A perda do animal deixa um vazio emocional na comunidade, que agora busca honrar sua memória e reforçar a proteção aos animais.

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