Visando 2026, PL Faz Pedido Inédito E Vida De Bolsonaro Pode Ser Resolvida Após… Ver Mais
A prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro gerou uma reação imediata dentro do Partido Liberal, que iniciou uma mobilização para pressionar o presidente da Câmara, Hugo Motta, a pautar o projeto de lei que trata de uma anistia ampla. A movimentação começou logo após a decisão do Supremo Tribunal Federal, que converteu a prisão domiciliar em preventiva diante de novos elementos apresentados pela Polícia Federal. Entre aliados, o clima é de urgência, e a prioridade passou a ser reconstruir uma estratégia política que evite avanços na dosimetria de penas aplicadas em casos associados ao ex-presidente.
No encontro realizado em Brasília, lideranças do PL reforçaram que não pretendem negociar redução de penas, diferentemente da proposta em discussão no projeto do relator Paulinho da Força. O senador Flávio Bolsonaro, após a reunião, afirmou que essa hipótese está descartada pela legenda. Segundo ele, a única solução aceitável é uma anistia total, capaz de atender tanto o ex-presidente quanto seus apoiadores envolvidos nos mesmos processos.
A bancada manteve cautela ao comentar 2026. Questionado sobre eventual sucessão, Flávio Bolsonaro respondeu que o anúncio de um nome cabe ao próprio pai, evitando qualquer debate interno sobre futuro eleitoral. A orientação tem sido a de afastar o tema até que o cenário jurídico esteja mais claro.
Apesar da pressão, o projeto de anistia segue parado. A tramitação foi perdendo espaço para outras pautas consideradas urgentes no Congresso, como o PL Antifacção. O ambiente político desfavorável indica que Motta deve adotar postura cautelosa, já que decisões recentes geraram desgaste entre parlamentares e eleitores.

Prisão preventiva acirra tensão entre os aliados
A Polícia Federal apontou risco real de fuga após a convocação de uma vigília em frente ao condomínio onde Bolsonaro morava. O movimento, segundo a corporação, poderia criar condições facilitadoras para uma evasão. Esses elementos, somados à violação do equipamento de monitoramento, fundamentaram a decisão do STF.
O ex-presidente foi sentenciado a 27 anos e 3 meses de prisão em setembro, no processo da chamada trama golpista. A gravidade da pena e a existência de episódios reiterados interpretados como descumprimento de medidas cautelares motivaram a conversão para prisão preventiva, entendida pelo Supremo como necessária.
Durante a madrugada anterior à operação, um vídeo gravado pela equipe de monitoramento eletrônico registrou Bolsonaro admitindo o uso de um ferro de solda para danificar a tornozeleira. O equipamento precisou ser substituído imediatamente, fato que reforçou a tese policial de que o dispositivo havia sido inutilizado de forma deliberada.
A violação foi amplamente citada no despacho que determinou a prisão preventiva. Para os ministros, o episódio representou quebra de confiança e demonstrou risco adicional à investigação, justificando medida mais rígida.
PL tenta limitar danos enquanto aguarda desdobramentos
A estratégia do PL agora é conter desgaste interno e preservar algum espaço político para manobras futuras. Aliados reconhecem que o momento é delicado e que qualquer decisão precipitada pode gerar divisão na base. Por isso, a sigla adota discurso único: foco total na anistia e silêncio sobre candidaturas.
Lideranças próximas a Bolsonaro indicam que o partido espera estabilidade antes de definir novos caminhos. Enquanto isso, parlamentares se dedicam a pressionar pela inclusão do projeto de anistia na pauta, embora reconheçam que o cenário no Congresso não seja favorável. A prisão preventiva, no entanto, acelerou movimentos que já vinham sendo articulados.
Para o núcleo político do PL, o desfecho desse processo será determinante não apenas para o futuro de Bolsonaro, mas também para a sobrevivência do projeto eleitoral do partido. Até lá, a legenda mantém postura defensiva e aguarda os próximos passos do Supremo e da Câmara.





