Este Detalhe No Vel0rio De Jovem M0rto Por Leoa Ch0cou A Todos “A Cara Estava Toda… Ver Fotos
O corpo de Gerson de Melo Machado, de 19 anos, morto após invadir o recinto de uma leoa no Parque Zoobotânico Arruda Câmara, em João Pessoa (PB), foi sepultado nesta segunda-feira (1º/12).
O sepultamento ocorreu no Cemitério do Cristo Redentor, e todo o processo — desde o velório até o transporte da família — foi custeado pela Prefeitura de João Pessoa. O caso ganhou grande repercussão nacional, não apenas pela maneira trágica como o jovem morreu, mas também pelas condições de vulnerabilidade social que marcaram sua trajetória de vida.
Segundo a gestão municipal, o serviço funerário é destinado a famílias em extrema vulnerabilidade. Gerson se encaixava nesse perfil e, por isso, teve direito ao auxílio. O corpo foi retirado do Instituto de Polícia Científica ao meio-dia e levado para o velório. Depois da cerimônia, os familiares foram transportados de volta para casa também com apoio da administração pública.

Infância perdida e abandono
A história de Gerson revelou uma sequência de abandono, transtornos mentais e pobreza severa. Desde cedo, o jovem teve acompanhamento do Conselho Tutelar.
A conselheira Verônica Oliveira relata que ele vivia sem apoio familiar adequado, sendo filho de uma mãe com esquizofrenia e criado em um ambiente marcado por negligência.
Aos 10 anos, foi encontrado pela Polícia Rodoviária Federal caminhando sozinho em uma rodovia. Desde então, passou a integrar a rede de proteção social.
Mesmo após perder o vínculo familiar legal, Gerson nunca deixou de procurar a mãe. Porém, por questões mentais, ela não conseguia cuidar dele. O jovem chegou a viver em abrigos, mas frequentemente fugia para reencontrá-la. Entre os irmãos, foi o único que não conseguiu ser adotado devido à suspeita de transtornos psicológicos.
Sonho impossível de realizar
Desde a infância, o jovem repetia o desejo de viajar para a África e “domar leões”. Gerson falava sobre isso com frequência e chegou a tentar acessar clandestinamente um avião, cortando a cerca de proteção de um aeroporto. Policiais e assistentes sociais confirmam que ele acreditava ser capaz de fazer o trajeto a pé e não conseguia compreender a distância geográfica.
Final marcado por vulnerabilidade
A tragédia reacendeu o debate sobre segurança em zoológicos e sobre como o abandono social pode empurrar jovens para situações extremas. Gerson morreu sem família estruturada, sem apoio emocional e com um sonho que nunca pôde realizar.





