Homem mat4 companheira e mais 3 pessoas a fac…Ver Mais

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A cidade de Visconde do Rio Branco, na Zona da Mata mineira, foi tomada por medo e tristeza após uma sequência de ataques que abalou moradores. O caso deixou famílias destruídas e levantou perguntas difíceis sobre os minutos de violência.

O episódio aconteceu na tarde de terça-feira, dia 23, em diferentes pontos do município. Em poucas horas, uma rotina comum deu lugar a correria, sirenes e relatos de moradores assustados com a brutalidade da situação.

Entre as vítimas estava Sérgio Adriano dos Santos, de 54 anos, conhecido como “Grilo”. Figura popular no centro da cidade, ele era lembrado pelo trabalho, pela simplicidade e por uma atitude que emocionou familiares.

O gesto de “Grilo” antes do ataque deixou a família sem resposta

Segundo a Polícia Civil, o autor dos crimes foi identificado como Igor Moreira, de 31 anos. Ele teria percorrido diferentes locais de Visconde do Rio Branco atacando pessoas com uma faca, em uma sequência ainda investigada pelas autoridades.

Além de Sérgio Adriano, também morreram Thaís Ramos Gonçalves, companheira do agressor, Sidnei de Jesus Silva e Alexandre José Ribeiro. A dinâmica de cada morte ainda está sendo apurada para esclarecer como os ataques aconteceram.

De acordo com familiares, “Grilo” foi atacado enquanto trabalhava no centro da cidade. A filha dele, Daniela dos Santos, afirmou que o pai não conhecia Igor e não sabia que outras pessoas já haviam sido atingidas.

Ainda conforme o relato, Sérgio teria percebido que o homem circulava de motocicleta sem capacete. Em vez de reagir com desconfiança, ele comentou sobre a situação e chegou a se oferecer para ajudar o desconhecido.

A família contou que, depois disso, o agressor desceu da motocicleta, pediu dinheiro e atacou Sérgio com golpes de faca. Câmeras de segurança registraram os últimos momentos do trabalhador, aumentando a comoção entre moradores.

A investigação agora tenta explicar o que levou à chacina

Após os homicídios, Igor ainda teria invadido um supermercado, ameaçado funcionários e clientes e roubado dinheiro dos caixas. A ação só terminou depois da intervenção da Polícia Militar, que baleou o suspeito durante a ocorrência.

Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. Com a morte do autor, a investigação busca reconstruir os passos dele e entender o que motivou uma sequência tão violenta dentro da cidade.

Uma das hipóteses analisadas pela Polícia Civil é a possibilidade de surto psicótico. Mesmo assim, os investigadores ressaltam que essa linha ainda depende de depoimentos, antecedentes, exames periciais e outros elementos do inquérito.

Conhecido como “Grilo”, Sérgio trabalhava há anos lavando carros no centro de Visconde do Rio Branco. Amigos e parentes o descrevem como um homem honesto, trabalhador e sempre disposto a ajudar quem precisava.

Diante da tragédia, a Prefeitura decretou luto oficial e prestou solidariedade às famílias das vítimas. Moradores relatam clima de medo e incredulidade após um dos episódios mais violentos da história recente do município.