6 pessoas são presas após jovem m0rrer em salto na Ponte do Esqueleto sem a corda amarr… Ver Mais

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A morte de uma jovem durante uma atividade de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo, ganhou um desdobramento que aumentou ainda mais a revolta. Seis pessoas ligadas à organização do salto foram detidas após o caso.

O acidente aconteceu neste sábado (13), na conhecida Ponte do Esqueleto, local usado por praticantes de esportes radicais. A tragédia mobilizou equipes de socorro, policiais e moradores, enquanto vídeos e relatos começaram a circular nas redes sociais.

O ponto mais grave apareceu na nota divulgada pela Prefeitura de Limeira. Segundo a administração municipal, com base em informações da Polícia Militar, a empresa privada responsável pela atividade não teria amarrado a corda na jovem antes do salto.

A falha que transformou aventura em investigação policial

A atividade era apresentada como um salto radical de grandes alturas, feito com uso de cordas e equipamentos de segurança. Mas, de acordo com a versão divulgada pela prefeitura, a proteção essencial que deveria sustentar a vítima não teria sido presa corretamente antes da queda.

A jovem, de 21 anos, participava da ação promovida por uma empresa privada na Ponte do Esqueleto. Após o incidente, o Samu foi acionado, mas a equipe constatou parada cardiorrespiratória e morte ainda no local, conforme informou a administração municipal.

Depois da constatação do óbito, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal. A partir desse momento, o caso deixou de ser apenas uma tragédia esportiva e passou a ser tratado também como uma ocorrência policial de grande gravidade.

A Polícia Militar deteve seis pessoas ligadas à organização da atividade. A apuração agora deve esclarecer quem preparou o salto, quem conferiu os equipamentos e como uma falha tão básica pôde acontecer em uma prática de alto risco.

Prefeitura fala em omissão e promete ir à Justiça

Além das detenções, a Prefeitura de Limeira anunciou que vai processar o Governo Federal por suposta omissão em relação à Ponte do Esqueleto. Segundo a nota oficial, a administração municipal vinha cobrando providências desde o início de 2025.

A prefeitura afirma que já havia feito medidas administrativas e pedidos aos órgãos federais responsáveis pela área. Ainda conforme o comunicado, a responsabilidade por fiscalização, manutenção e controle de acesso à ponte seria do Governo Federal.

O prefeito Murilo Félix declarou que, além das circunstâncias da morte, também será preciso apurar a falta de controle em uma área que, segundo ele, apresenta riscos conhecidos há anos. A Câmara Municipal também teria enviado ofícios cobrando segurança.

Enquanto as responsabilidades são investigadas, a dor da família permanece no centro do caso. Uma jovem saiu para viver uma experiência radical e não voltou para casa. Agora, Limeira cobra respostas sobre a empresa, a ponte e a falha que terminou em morte.