Amado Batista É Condenado após m0rte de criança af0gada em…Ver Mais

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Uma decisão judicial envolvendo o cantor Amado Batista voltou a chamar atenção por tratar de uma tragédia familiar ocorrida dentro de uma propriedade rural. O caso envolve a morte de uma criança pequena e levanta questões delicadas sobre segurança, responsabilidade e vigilância.

O episódio aconteceu em uma fazenda onde os pais da vítima viviam e trabalhavam. A rotina, que parecia comum, acabou atravessada por um acidente devastador, daqueles que deixam marcas profundas e difíceis de transformar em palavras.

Na sentença, o juiz analisou não apenas o momento do acidente, mas também as condições do local. O ponto central foi entender se a tragédia poderia ter sido evitada com medidas simples de proteção e cuidado.

O detalhe na piscina que pesou contra o cantor

Segundo o processo, os pais da criança foram contratados em abril de 2022 para trabalhar como caseiros em uma propriedade rural de Amado Batista, em Goiás. Eles passaram a morar no local com os dois filhos, enquanto exerciam suas funções na fazenda.

A criança, de apenas três anos, morreu afogada em 20 de maio de 2022. De acordo com o relato analisado na sentença, a mãe trabalhava na sede da propriedade e se afastou por alguns minutos para ir ao banheiro.

Quando voltou, não encontrou o filho onde ele havia ficado. Pouco depois, a criança foi localizada dentro da piscina da fazenda. A tragédia levou os pais a entrarem na Justiça pedindo indenização por danos morais e materiais.

Na ação, eles afirmaram que a piscina não tinha proteção e que pedidos anteriores para instalação de barreira de segurança não teriam sido atendidos. Também alegaram problemas no socorro e na forma como foram dispensados depois do ocorrido.

A decisão que dividiu a culpa e mudou o valor final

Ao analisar as provas, o juiz Leonardo de Camargos Martins, da Vara Cível de Goianápolis, considerou comprovado que a família morava e trabalhava na fazenda. Também entendeu que a piscina não tinha cerca, rede ou barreira física.

Para o magistrado, Amado Batista foi negligente ao manter uma piscina aberta em área acessível a crianças pequenas. A decisão apontou que, ao permitir a moradia da família no local, havia dever de oferecer condições seguras.

Mesmo assim, o juiz entendeu que os pais também tiveram participação na cadeia do acidente, pois a criança ficou momentaneamente sem supervisão. Por isso, aplicou a chamada culpa concorrente, dividindo a responsabilidade entre as partes.

A sentença fixou 70% da responsabilidade para Amado Batista e 30% para os pais. Com isso, o cantor foi condenado a pagar R$ 226.940 para cada genitor, totalizando R$ 453.880 em danos morais, além de pensão mensal futura. Cabe recurso.