Médicos revelam que comer ovos de manhã causa…Ver mais

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Comer ovos pela manhã pode ser uma ótima escolha para muita gente. O ovo é rico em proteína de boa qualidade, ajuda na saciedade e pode fazer a pessoa sentir menos fome ao longo da manhã. Um ovo grande tem cerca de 6 gramas de proteína, além de nutrientes importantes presentes principalmente na gema.

Na prática, o ovo no café da manhã pode ser melhor do que começar o dia só com pão branco, biscoito, bolo ou café adoçado. Quando a refeição tem proteína, o corpo costuma responder melhor, e aquela vontade de beliscar pouco tempo depois pode diminuir.

O cuidado está no preparo. Ovo cozido, mexido com pouco óleo ou feito como omelete simples costuma ser uma opção mais leve. Já ovo frito em muito óleo, com bacon, linguiça, presunto, muito queijo ou pão em excesso pode transformar uma refeição boa em algo pesado.

Comer ovos à tarde ajuda ou atrapalha?

À tarde, o ovo pode funcionar muito bem como lanche. Para quem sente fome entre o almoço e o jantar, comer um ovo cozido, uma omelete pequena ou ovo mexido com legumes pode ser uma escolha mais nutritiva do que doces, salgadinhos ou bolachas.

Esse tipo de lanche costuma ajudar bastante quem chega ao jantar com muita fome. Quando a pessoa passa a tarde inteira beliscando coisa ruim, é comum exagerar à noite. Um ovo bem preparado pode ajudar a dar mais controle nessa hora.

Mas também existe exagero. O problema não é o ovo em si, e sim somar ovo com maionese, pão, fritura, embutidos e molhos pesados todos os dias. Aí a refeição deixa de ser simples e passa a carregar mais gordura, sal e calorias.

Comer ovos à noite faz mal?

Comer ovo à noite não faz mal automaticamente. Esse é um mito muito comum. Para uma pessoa saudável, um ovo cozido, mexido ou em uma omelete leve pode fazer parte do jantar sem problema.

O que pode atrapalhar é comer muito tarde, em grande quantidade ou com preparos pesados. Um prato com ovos fritos, óleo demais, queijo gorduroso, bacon, pão e molho pode pesar na digestão, principalmente em quem já tem refluxo, azia ou má digestão.

À noite, o ideal é deixar o ovo mais simples. Uma omelete com legumes, ovo cozido com salada ou ovo mexido leve costuma ser melhor do que preparações muito gordurosas. O corpo digere melhor quando a refeição não vem carregada.

E o colesterol do ovo?

O ovo tem colesterol, principalmente na gema. Por isso, durante muitos anos ele foi tratado quase como vilão. Hoje, a orientação é mais equilibrada: para a maioria das pessoas saudáveis, comer ovos com moderação não costuma ser um grande problema. A Mayo Clinic informa que pessoas saudáveis geralmente podem consumir até sete ovos por semana sem aumentar o risco cardíaco.

Mas isso não significa que todo mundo deva comer vários ovos por dia. Quem tem colesterol alto, diabetes, doença cardíaca ou histórico familiar importante precisa ter mais cuidado e conversar com médico ou nutricionista. Nesses casos, às vezes vale controlar melhor a quantidade de gemas e observar o restante da alimentação.

Também não adianta culpar só o ovo se o prato inteiro está desequilibrado. Muitas vezes, o problema está no conjunto: frituras, carnes processadas, excesso de gordura, pouco vegetal, pouco feijão, pouco alimento natural e muita comida industrializada.

Qual é a melhor forma de comer ovo?

A melhor forma é simples: cozido, mexido com pouco óleo ou em omelete com legumes. Quanto menos gordura adicionada, melhor. O ovo combina bem com salada, arroz e feijão, legumes, tapioca, pão integral ou frutas, dependendo do horário e da rotina da pessoa.

Outro cuidado importante é evitar ovo cru ou malcozido, principalmente para crianças, idosos, gestantes e pessoas com imunidade baixa. A FDA orienta cozinhar ovos até clara e gema ficarem firmes, porque ovos crus ou pouco cozidos podem oferecer risco de contaminação.

No fim das contas, ovo não é milagre e também não é veneno. Ele pode ser um alimento muito útil de manhã, à tarde ou à noite, desde que seja consumido com bom senso. O segredo está na quantidade, no preparo e no restante do prato.